Eram bem parecidos, não nego. Fisicamente, um pouco no jeito também. Mas o carinha novo, nossa, me fazia sentir viva de novo, entende? Renovada, eu diria. Esses que fazem você se sentir mulher e todas essas coisas que te fazem andar nas nuvens, de tanto poder e ego. Eu gostava dele, gostava mesmo. Não tava apaixonada, amando, louca pelos cantos. Tava fissurada nessa nova fase, no efeito dele em mim, nessas coisas novas que eu tava sentindo e adorando. Sem querer tirar o mérito de ninguém, meu estado de espírito era superior a ele ou qualquer cara. Eu tava livre, batendo asas, sentindo o vento no rosto e o sabor da liberdade. Sabor doce, como eu pude lutar contra, todo esse tempo? Sorri, irônico demais tudo isso. Eu na posição que sempre gastei todas as minhas forças pra tirar o cara antigo. Inversão de posições, minha parte preferida do jogo. Quando eles percebem que eu sou muito mais do que eles possam imaginar e, se decidir, vou de apaixonada à solteira convicta num piscar de olhos. E quando o passarinho foge da gaiola, todos eles se desesperam, eu queria ter gravado um vídeo de cada um deles nesse momento. Passam anos e o meu impacto na vida deles é permanente, eu sei e não é nada menos que justo. Tô em outra, isso é um fato incontestável. Se outra história, não sei dizer ainda. O que posso afirmar, com toda a certeza desse mundo é que não, não troquei seis por meia dúzia, como muitos vão imediatamente pensar. Troquei doze por mim.

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