Eu lembro do dia que você me ligou pra ouvir da minha boca que a gente tinha, enfim, terminado. Que eu tava bem com outro e era isso, vida que segue pros dois. Que era isso mesmo que eu queria. O dia que você me ligou pra dizer que tava mal com tudo isso e que você achou que a gente fosse namorar em pouco tempo. Que a gente se gostava tanto, se eu tinha certeza mesmo que era isso que queria pra mim, pra nós. Foi a coisa mais linda que você já vez. Eu quis sair correndo e ir te abraçar forte, pra sempre. Eu quis chorar, porque eu sempre esperei tanto por isso e você fez logo quando eu tava tentando de novo, quando eu tava superando você e toda a sua ausência. Você e esse seu jeito de deixar a gente pra amanhã, me varrer pra baixo do tapete, me guardar na cabeceira. Eu quis fazer um sorteio de mim pra não ter que escolher entre o novo e o velho. Pra não ter que assumir a culpa de me arriscar e poder jogar a culpa na sorte, destino, qualquer outra coisa no mundo. Eu queria ter me declarado por horas e resolver nossa vida naquele instante, mas eu não tava sozinha e tive que desligar. Nessa hora, não era eu a frágil entre nós dois. Não era eu agoniada do outro lado do telefone, querendo respostas e soluções. Tanta coisa acontece em poucos meses. Tudo que era novo termina, como sempre, e eu me vejo só e sua, como sempre também. Dizem que vontade dá e passa, mas a minha continua sendo outros telefonemas como aquele, você meu, enfim. E não passa nunca, por Deus. Queria um novo romance por mês, só pra ir em direção à porta e você me chamar de volta assim. Uma pena você só ligar nessas horas e desperdiçar todas as horas que só você pode ter de mim.

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