03/05/07 - 03h:17mDenunciar

O tempo vai passando e a gente vai ficando mais sério.

A ingenuidade vai embora e tudo fica mais sem graça, como quando se escuta uma piada muito boa pela décima vez ou a notícia de um homem bomba em Bagdá pela milésima.

Nos acostumamos, nos adaptamos. Mudamos, sempre!

Porque só o passado é imutável e o que se faz a partir dele vai definí-lo. E o que queremos é ter controle constante disso. Decidir quem somos, o que sentimos e o que faremos. Não somos robôs e vivemos buscando se-los.

Mas tá, eu fugi do assunto. Queria mesmo era falar de saudade.

Tenho saudade de fazer o que fazia, de ver os programas de tv, de jogar o futebol do aterro, do pedroII, de ir todo final de semana a Guapimirim.

De deitar no sofá e rir sozinho de friends.

Saudade daquela irresponsabilidade corajosa que não via as incertezas do agora e pouco ligava pro que podia acontecer depois.

De coisas, histórias e lugares que ajudaram a construir a pessoa que sou hoje.

E aí a gente descobre porque não existe essa palavra em outras línguas como por exemplo o inglês. Não dá pra explicar precisamente o que é saudade. É muito mais simples dizer "I miss you".

Mas saudade é muito mais cabível quando se fala de amizade.

Amigos são poucos e nós sabemos quem são. Não precisa te ligar todo dia, nem sequer toda semana. Não precisa estar sempre do teu lado. Não precisa ser o melhor, basta ser. E temos a consciência de que inúmeras situações afastam as pessoas mesmo que elas não queiram. O fim de um ano no colégio, de um contrato no trabalho. Mudança. Aliás, voltei ao ponto. Mudanças. Ocorrem sem nosso consentimento. Mas a saudade de um amigo não some. Você pode até não sentir falta daquelas piadinhas que hoje são sem graça, mas vai sempre lembrar de como vocês riam delas.

Vai sempre bater saudade!

















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