24/06/05 - 12h:20mDenunciar

"Vampirismo No Rock"

~Foto: Sou eu, editada pelo meu amigo *Volstag* ele me disse uma vez q eh assim q ele me vê e adorei.. (Pois amo as trevas, e a imortalidade q pra mim ela representa)~

~O post anterior eh pro meu amor.. e se puderem comentem lah tmb ;*~

~Falando hj sobre Vampirismo, q eh um dos assuntos q amo.. Leiam O texto eh grande mas eh mtoo interessante...Comentem!!

~Tenham Todos Um Ótimo Fim de Semana!! Bjs aos q comentam ;*~

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~Sobre a Existência do VAMPIRISMO NO ROCK~

~Por Carlos Dal Rovere Jr.

~Revista Roadie Crew Edição #51

~Pertence a Michel Sales (Pumpink-ShisLove)



PROLOGO



A noite está fria, levando-te a apressar o passo. O calor e a energia do show que acabou de assistir ainda te envolvem e sentes a adrenalina correndo forte pelo corpo. Não tens a menor vontade de dormir, mas o dia, com todas as suas obrigações e compromissos chatos, não tarda a nascer. Todos os teus amigos já se despediram e partiram, estás sozinho e enquanto caminhas para casa tudo que passa por tua mente são as recordações do grande show e da incrível noite de farra que tiveste. Seu único desejo é uma boa chuveirada e uma cama quente. Mas o que foi isso...? Pareciam passos atrás de ti...

A Cidade é violenta, bem o sabes. Tua vida até agora foi razoavelmente tranqüila e o medo que sentes é vago. Olhas para trás e vês, em meio às luzes difusas da rua mal iluminada, um vulto alto e esguio, meio escondido entre as sombras, metros distante de ti. Estranhamente, apesar da distância e da escuridão, podes ver seus olhos,

grandes e rubros. O vulto sorri, um sorriso reluzente, com dentes alvos e afiados, um sorriso cheio de promessas e ameaças. Tu hesitas por um segundo, sentindo o corpo entorpecido, como que magnetizado pelo fulgor daqueles olhos vermelhos. Quando pensa em reagir é tarde demais. O resto é doloroso e confuso e antes que possas entender o que está acontecendo, tu morres. Mas não por muito tempo.



BONDED BY BLOOD



O fascínio da noite. A sedução da vida eterna. A ameaça e o horror da maldição da sede de sangue. Quem já teve algum contato com o mito do vampiro sabe bem do que estamos falando. E poucos são aqueles que hoje em dia nunca tiveram um encontro com esses misteriosos andarilhos noturnos, seja em uma viela escura da cidade, no seu ambiente de trabalho ou estudo, em sua própria sala durante uma "sessão terror" televisiva, nas páginas de um livro ou na tela prateada do cinema, ou ainda nas misteriosas vibrações da música.

Sem dúvida, podemos afirmar que um dos maiores ícones do terror e do sobrenatural de nossos tempos é a figura do vampiro. Amplamente veiculado pela mídia e explorado pelas mais diversas formas de consumo, os amaldiçoados mortos-vivos bebedores de sangue estão presentes em uma infinidade de filmes, livros, histórias em quadrinhos ... e no Rock.

A ligação entre vampirismo e Rock, em especial o Rock mais pesado, soturno e maldito pela sociedade, como o Heavy Metal, é vasta e quase inevitável. Esse tipo de música, assim como os vampiros, sente a atração do "profano", vive do apelo ao lado rebelde e irracional do espírito humano, que leva ambos a trocar a lógica e o "bom senso" do mundo diurno, racional e capitalista, pela sedução dos mistérios da noite.

Essa sedução foi evidenciada por várias bandas, que prestam homenagem aos Filhos da Noite em suas canções e letras, ou mesmo no seu visual de palco e estilo de vida. Só para citar os mais óbvios basta lembrar dos Bauhau's cantando Bela Lugosi's Dead na trilha sonora do clássico "Fome de Viver", um dos mais belos filmes a "modernizar" o mito do vampiro nos anos 80 do século passado; da atitude e postura de bandas 56 como The Sisters Of Mercy, T ype O' Negative e de nossas amadas bandas de Metal, sejam bandas clássicas como Judas Priest, Blue Oyster Cult, Alice Cooper e Mercyful Fate ou as mais extremas, como Cradle Of Filth, com sua idolatria à "Condessa Sanguinária" Elizabeth Bathory; a banda argentina Vampiria, com seu Among Mortais; os suecos do Siebenburgüen; o Carpathian Forest e sua Transilvanian Hunger; a italiana Mandragora Scream e diversas outras para as quais o vampirismo é inspiração e tema eterno.

Mas, apesar de tamanha superexposição, ou talvez até mesmo devido a ela, poucas pessoas sabem algo de concreto sobre a fascinante origem das lendas de vampiros, além dos pontos básicos da Mitologia Negra, cansativamente expostos pela mídia: a necessidade de consumir o sangue dos vivos, a quase imortalidade, a fraqueza diante da luz solar e dos símbolos sagrados, o "Negro Dom" de transmitir a maldição às suas vitimas. Praticamente oculto está o surgimento desse mito. Proteja bem seu pescoço e acompanhenos num pequeno passeio pelas origens do vampirismo na cultura ocidental.



BORN IN DARKNESS



O mito do vampiro é um dos mais antigos e amplamente difundidos por todo o mundo, em diversas culturas ancestrais. Existem diversos tipos de entidades vampíricas, próprias de cada região e sociedade, mas toda mantém a temática básica sobre uma criatura amaldiçoada, que leva uma existência sobrenatural graças às energias vitais que rouba de incautos humanos que cruzam seu caminho.

Do antigo Egito à China Imperial, passando pelo Oriente Médio até a Grécia e Roma clássicas, esse é um tema sempre presente no imaginário mítico da humanidade. Podemos citar as Strigoei, bruxas aladas romanas que se alimentavam de sangue, a Lilith hebraica, Rainha da Noite e Mãe de Demônios, o Kiang-chi chinês, os Enkimmu sumérios e muitos outros. Todos têm ligação com o tema, dentro da especificidade dos povos a que pertencem.

A variação mais conhecida hoje em dia, e que irá nos interessar nesse artigo, é aquela originária aparentemente da Europa Oriental, em especial da região dominada pelos Montes Cárpatos, que forma hoje a Romênia, a Hungria e diversas pequenas nações de história muito antiga e com uma cultura étnica predominantemente eslava, tendo por epicentro uma região de difícil acesso, marcada por altas montanhas e chapadões mal explorados, que foi alvo de disputas entre diversas potências européias e orientais durante vários séculos: A Transilvânia. Essa variação nos apresenta o vampiro como um morto amaldiçoado pelos Poderes Divinos a vagar eternamente em uma mórbida morte em vida, necessitando do sangue de vítimas mortais para perpetuar esse estado sombrio, que por pior que seja, é melhor do que o que o aguarda no Além: a Danação Eterna. Os motivos que levam alguém a receber a maldição do vampiro são vários: os suicidas, os feiticeiros, os pagãos, os hereges, os criminosos, os nobres corruptos, ou qualquer um que tenha "relações com as trevas". Ou seja, os que se rebelavam contra a Ordem cristã. O vampiro nessas lendas é apenas um cadáver reanimado em busca de sangue dos humanos, com aparência horrenda e decomposta, arrastando os trapos da sepultura e o odor da morte. Muito diferente da visão literária posterior que o retrata como um ser sedutor e inteligente, capaz de passar facilmente por um mortal "normal". Tal crença existiu na Europa Oriental durante séculos, desde o início dos registros históricos da Igreja, mas se espalhou por todo o restante do continente no final do século XVII e inicio 00 século XVIII (mais ou menos entre 1650 e 1730), devido a uma verdadeira epidemia de vampirismo que varreu a região, então sob domínio do Império Austro-Húngaro, tão forte e persistente, que levou o Imperador austríaco e o Papa a enviarem emissários oficiais para investigar a verdade por detrás dos relatos perturbadores que chegavam às Cortes ocidentais sobre mortos bebedores de sangue vagando pelas noites.

As causas "naturais" para essa epidemia podem ser muitas: histeria coletiva, derivada da Peste Negra que havia acabado de ter um surto devastador na região pouco antes; ataques de catalepsia, a doença que leva suas vítimas a um estado de morte aparente por várias horas que já levou centenas a serem enterrados vivos no decorrer dos séculos; mania religiosa associada a eventos mal compreendidos, etc.

O fato é que os emissários papais e imperiais eram homens educados e cultos, que conheciam tudo isso, não "camponeses ignorantes" dos rincões esquecidos da Europa, mas apresentaram ao final de suas investigações relatórios impressionantes de casos inexplicáveis que haviam presenciado pessoalmente.

Casos como o de Arnold Paole, que teria sido atacado por um vampiro e morri do, apenas para ressurgir e atacar diversos membros de sua família e outros moradores da vila di Meduegna. Quando seu corpo foi desenterrado, estava perfeito e com membros flexíveis e havia sangue fresco em seus lábios. Tal caso foi registrado por um oficial do Império Austríaco e cirurgião militar, que havia sido chamado pelas autoridades locais para investigar o ocorrido. O episódio foi muito divulgado, chegando ao Ocidente a um periódico inglês chamado London Gentieman's Magazine que o publicou em 1732, sendo essa a primeira aparição da palavra "Vampire" em inglês.

O escrito mais interessante e influente sobre a Epidemia Vampírica foi o do Abade Don Augustin Calmel religioso francês muito ligado aos intelectuais do lIuminismo e, como tal, um cético racionalista. Amil'J pessoal do escritor Voltaire, o abade foi encarregado pelo Arcebispo da Hungria de investigar os acontecimentos obscuros do período, já que era ao mesmo tempo um membro da Igreja e um intelectual racionalista. Calmel iniciou suas investigações dominado pela descrença! Ironizando a "superstição bárbara" que dominava os camponeses. Mas as encerrou cheio de temor e dúvida, após presenciar pessoalmente casos apavorantes de cadáveres que gritavam ao serem atravessados por estacas de madeira, pessoas que ele mesmo ajudara a enterrar e que voltavam à noite, em busca de sangue Sua lógica iluminista não foi capaz de explicar esses casos, que estão relatados em uma série de documentos que enviou em cartas para Roma e que depois seriam publicados no seu livro "Tratado sobre as aparições de Espíritos e Vampiros", lançado em Paris em 1746.

Durante anos o tema da existência ou não dos vampiros seria discutido pela intelectualidade européia, nos cafés, nas rodas sociais ou nas Universidades. Cientistas e filósofos iluministas tentavam determinar se a existência de uma doença que criava bebedores de sangue era possível, enquanto religiosos discutiam se essa criatura seria obra de Deus ou do Diabo. Tão conhecido era o tema na época que, ao descobrir uma espécie de morcego hematófago na América do Sul, diferente dos morcegos insetívoros e frutívoros do continente europeu, o biólogo Francês Leclerc o batizou de Morcego vampiro, em 1765, definitivamente ligando o mamífero ao mito dos mortos-vivos.



BLOOD LETTERS



A onda de vampirismo que tomou a Europa no final do século XVIII iria criar frutos não apenas nos estudos intelectuais, mas também no meio literário, onde encontraria sua maior força. O tema do vampiro linteressava especialmente aos autores da Escola Romântica de poesia, corrente literária muito ligada a temas “malditos” e “rebeldes”. Entre essas primeiras obras a retratar artisticamente o vampiro podemos destacar o poema "Der Vampyr" do alemão Heinrich Ossenflider, publicado em 1748 e considerado por muitos estudiosos a primeira obra literária a tratar do vampirismo, e o influente e misterioso poema "Christabel" de 1797, deixado inacabado por seu autor, o famoso poeta inglês Colerige (autor também do "Rime Of The Ancient Mariner", musicado pelo Iron Maiden). O poeta teria ficado apavorado demais rom sua própria obra - fruto, segundo alguns, de um sonho .que tratava de forma lírica com temas como lesbianismo, , demonologia e vampirismo.

Esse poema foi influência direta para muitas obras posteriores a tratar do mito do vampiro, sendo admirada por poetas como o lendário Lord Byron e posteriormente o Francês Charles Baudelaire, que chegou a incluir em seu livro "As Flores Do Mal" o poema "O Vampiro". As obras do século XIX, porém, apesar de influenciadas pela poesia romântica, iriam retratar o vampiro em prosa, caindo mais no gosto popular e difundindo o mito. Os vampiros dessas obras eram seres poderosos e maléficos, em geral nobres ou ricaços que escondiam lua condição amaldiçoada para poderem, circular livremente entre os mortais que Ihes serviam como presas. Eram típicos vilões góticos ou anti-heróis românticos, malditos e sedutores. Como exemplos, lemos o conhecido conto "O Vampiro" de John Polidori, inçado em 1819 e dedicado a Lord Byron; o folhetim seriado Varney, “The Vampire” publicado na Inglaterra em 1849; “Carmilla” do irlandês Sheridan Lê Fanu, a mais famosa das vampiras lésbicas, lançada em 1879 e o fundamental "Dracula" de 1897, escrito por Bram Stoker. Fora de dúvida, "Dracula" pode ser considerado o grande responsável pela popularização da mitologia vampírica na cultura de massas do século XX. Sucesso de vendas imediato e reeditado direto durante mais de um século, o livro foi publicado em praticamente todas as línguas do planeta, e o nome do personagem principal, o vampiro-Rei Drácula, virou sinônimo de vampiro em toda arte. Tal sucesso deu origem a sua fama de quase um 'manual" sobre Vampirismo, o que é um certo exagero Stoker de fato pesquisou o folclore histórico vampírico e muito da literatura anterior sobre o tema, mas não tão detalhadamente como sugerem alguns fãs. Chegou a basear seu vilão em um personagem histórico, Vlad Dracula, chamado por seus inimigos saxões de Tepes, o Emmpalador, que reinou como Voivode (Lorde Guerreiro) Ia região da Wallachia no século XV, mas apenas levemente, sugerindo ser seu Conde apenas um descendente desse "voivode Dracula".

Embora muito da informação "real" sobre vampirismo presente no romance seja de fato contestável, o resultado de tudo isso é inegavelmente impressionante: um livro de quase 500 páginas que, em meio a uma trama envolvente, cheia de clima, terror e aventura, apresenta minuciosamente muito "conhecimento" sobre o vampirismo, em estilo quase jornalístico. O personagem do Conde Dracula aparece relativamente pouco no livro, mas de forma tão marcante a ponto de se tornar o arquétipo tradicional do vampiro: cruel, poderoso e diabolicamente sedutor.

O sucesso do livro, da peça de teatro adaptada para os palcos ingleses em 1922 por Hamilton Deane, com diversas mudanças para tornar mais "digestivo" e comercial o horror denso e opressivo do livro e mais ainda do filme de 1931 estrelado por Bela Lugosi, firmou de vez a popularidade dos vampiros na cultura de nossa época.



REIGN IN BLOOD



Livros e filmes de vampiro tornaram-se uma classe à parte dentro do gênero do terror. De clássicos como o "Nosferatu" de 1922 e "Dracula - O Vampiro Da Noite" com Christopher Lee de 1958, até produtos mais descartáveis, cada ano produziam-se fitas e mais fitas com os bebedores de sangue assombrando castelos na Europa e as telas de cinemas do mundo todo. Dracula tornou-se o personagem mais filmado da história do cinema, superando Sherlock Holmes e até Jesus Cristo e as novas mídias como a televisão e os quadrinhos em breve exploravam o "produto" com resultados mais ou menos felizes. Essa popularidade alcançada pela lenda do vampiro no século XX levou a um desgaste de todo o horror presente no mito. De figura aterradora e maldita que era a princípio, o vampiro acabou tornando-se familiar, "inofensivo" e caindo no ridículo, como demonstraram as inúmeras comédias com o tema que surgiram desde "Abbot e Costeio Meets Frankenstein" de 1948 até a mediocridade e falta de graça das novelas brasileiras "Vamp" de 1991 e "O Beijo do Vampiro" de 2002/2003.

Havia necessidade de uma "reciclagem" que recuperasse toda a aura de terror, mistério e atração que envolve a mitologia vampírica e essa reciclagem chegou a ser tentada de várias formas por obras escritas ou filmadas que tentavam renovar o tema, introduzindo-o no terreno da fiação cientifica como os livros "Eu sou a Lenda" (1954) de Richard Matheson ou "Vampiros do Espaço" (1977) de Colin Wilson, ou tentando apresentar o velho mito com uma nova roupagem de terror como "Fome de Viver" (1981) de Whiley Strieber. Todas foram tentativas interessantes e geraram livros fascinantes e bem escritos, mas ainda faltava algo mais forte para conseguir essa renovação. Esse algo mais iria sair da imaginação de uma suave poetisa e mãe de família de Nova Orleans (EUA), que passara por uma imensa tragédia com a morte de sua filha de cinco anos e mergulhara num frenesi de criação em um livro sobre o tema que até então a apavorava. Seu nome era Anne Rice e o resultado foi o mais vigoroso e original livro a tratar do tema dos vampiros em décadas: "Entrevista com o Vampiro" de 1976.

Grande sucesso de público e critica, o livro pela primeira vez dava voz aos vampiros como protagonistas e não apenas predadores vilanescos a serem eliminados pelo herói da ocasião. A obra lançou as sementes de toda uma nova mitologia vampírica que a autora iria explorar numa série de livros denominada "As Crônicas Dos Vampiros" que já conta com cinco volumes e uma série paralela. Os livros nos apresentam os vampiros não mais como o Mal Encarnado pura e simplesmente, como o Conde Dracula de Stoker. Se os vampiros de Rice realmente são predadores mortíferos e perigosos, também são seres filosóficos e angustiados, perdidos num mundo sem sentido, incapazes de terem respostas que dêem significados a sua maldição, que os obriga a serem assassinos para poderem existir. Misturando terror, ação e erotismo numa narrativa que consegue ser poética mesmo nas partes mais escabrosas, Anne Rice consegue misturar filosofias "cabeçonas" com aventura de forma notável. Seus vampiros são uma "seita, comunidade secreta” que se divide em suas próprias tribos e correntes de pensamento e comportamento, numa Saga que passa pelo Egito Antigo, a Roma Clássica, a Europa Medieval e a "Era de Ouro" dos vampiros no Século XVIII, chegando ao mundo moderno com sua alta tecnologia, violência urbana e cultura Pop... como no Rock, obsessão de Lestat, protagonista de seus livros, nobre francês transformado em vampiro no século XVIII e que desperta na América em 1984, atraído pelos acordes da "nova música" que o fascina e o leva se tornar um Rock Star, com milhões de cópias de seus discos vendidas a jovens mortais que imaginam que tudo aquilo não passa e um truque publicitário, mero espetáculo do Showbuisenes - "quantos astros de rock não seriam na verdade vampiros?", parece perguntar Anne Rice. Sangue e rock... uma combinação perfeita? De qualquer forma, ignore os horrendos filmes "Entrevista Com O Vampiro" de 1992 e "A Rainha Dos Condenados" de 2001 e enterre seus dentes nos livros, muito mais suculentos.



BLOOD GAMES



Um novo impulso para a popularidade dos vampiros veio também dos jogos de RPG - Role Playing Game, onde os "jogadores" podem assumir o papel do personagem que mais Ihes interessa e interagir com outros jogadores em situações simuladas - com a série "Vampire - The Masquerade", de Mark Rein-Hagen de 1992. Muito influenciado - até demais dizem alguns - pela obra de Anne Rice, Hagen também apresenta vampiros "modernos" vivendo em meio ao caos e maravilhas tecnológicas de nossas cidades, ao mesmo tempo que tem de lidar com horrores e tradições milenares.

Os vampiros urbanos de "Masquerade" dividem-se em Clãs, adversários ou aliados de interesse, em uma disputa pelo poder no mundo mortal e morto-vivo. Usando muito da mitologia judaico-cristã, ao ligar as origens do vampirismo ao Caim biblico, Hagen atraiu milhões de fãs, que usam seus livros quase como uma base real para entender o vampirismo.

A segunda metade da década de 90 ainda veria um crescimento no interesse jovem pelo tema, com séries como "Buffy - The Vampire Slayer" ou "Angel", que misturam vampirismo com artes marciais e humor adolescente, com grande sucesso de público, e filmes como "Blade" ou "John Carpenter's Vampires", onde a ação sobrepõe-se ao terror. A internet uniu os interessados pelo tema em milhares de sites onde se discute desde as origens folclóricas do mito até o último episódio de Buffy, passando por filmes clássicos, vampirismo "real" ou "sexo vampirico"...

Assim, vemos que o fascínio dos humanos pelos vampiros nunca desapareceu desde suas origens no século XVIII ou nas sombras de um passado ainda mais distante. O apelo dos vampiros ao nosso lado mais instintivo e sombrio, ao nosso desejo pela vida eterna, dão a esse mito sua imortalidade. Que ecoa nas letras e melodias também imortais do Heavy Metal. ~





























~My OrkuT~



/Me Ao Som De The Doors -_- Love Me Two TimeS~

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