18/02/07 - 16h:45mDenunciar

ORIENTE ORIENTE-SE

A FÉ GÃO



Para que serve uma arma

Se não temos a quem matar

Para que serve uma boca

Se a areia os impede de beijar



De que serve a forca

Se não há culpados para enforcar

Para que tanto julgamento

Se não há a quem julgar



Para que perdermos tempo

Se não temos futuro para sonhar

Para que pensar no amanhã

Se o amanhã talvez não será



E por que tanta gente vã

Insiste em querer guerrear

E nas lagrimas dessa afegã

Quantos homens irão mergulhar



Para que fanatizar o clã

Se todos vão se suicidar

Para desfrutar as mil amantes

Lá no glorioso palácio de Alá



Para que tantos errantes

Se cada um tem a sua razão

Sabe lá se existe salvação

Se cada um tem a sua religião



Para que essa chuva de avião

Sobre a terra das irmãs siamesas

Não precisava acordar o dragão

Agora sintam o poder das altezas



E agora quem é o vilão

Nessa seca quem foi que venceu

Será que nesse povo não existe coração

Ou será que foi o amor que morreu?



Miguel Ângelo GS



Campina Grande 18 de fevereiro de 2007



COMENTARIO: Num momento nada a ver, comecei a escrever e saio isso ai, interessante, as vezes a poesia não retrata em nada o momento atual, pois sabemos nos que este conflito nao está tão em evidencia como antes, mas talvez este tenha sido um grito que eu dei a tempos e só agora ecoou, mas só para contextualizar com a atualidade no oriente médio falei de enforcamentes e endaguei sobre quem realmente é culpado.

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