18/05/06 - 20h:34mDenunciar

Renatas

Vou deixar uma música pq essa semana aconteceu algumas coisas que me deixaram chateada, então nem to a fim de escrever... =/



Gabriel O Pensador - Paz

by Gabriel, O Pensador, Thiago Mocotó E Lenine



Aqui se planta, aqui se colhe, mas pra flor nascer é preciso que se molhe

É preciso que se regue pra nascer a flor da paz

É praciso que se entregue com amor e muito mais.

É preciso muita coisa, e que muita coisa mude

Muita força de vontade e atitude

Pra poder colher a paz tem que correr atrás. E tem que ser ligeiro!

Pra poder colher a fruta é preciso ir à luta. E tem que ser gerreiro!



Pela paz a gente canta, a gente berra.

Pela paz eu faço mais. Eu faço guerra.



Eu vou a luta, eu vou armado de coragem e consciência

Amor e esperança

A injustiça é a pior das violências

Eu quero paz, eu quero mudança.



Digndade pra todo cidadão

Mais respeito, menos discriminação

Desigaldade, não. Impunidade, não

Não me acostumo com essa acomodação.



Eu me incomodo e não consigo ser assim, por que e

preciso da paz

Mas a paz também precisa de mim.

A paz precisa de nós. Da nossa luta, da nossa voz.



Paz, aonde tu estás? Aonde você vive? Aonde você jaz?

Onde você mora? Onde te encontramos?

Onde você chora? Onde nós estamos?

Onde te eterramos? Que lar você habita?

Onde nós erramos? Volta, ressucita.



Será que a paz morreu, será que a paz tá morta?

Será que não ouvimos quando a paz bateu na porta?

A paz que não tem vaga, na porta da escola

A paz vendendo bala, a paz pedindo esmola

A paz cheirando cola, virando adolescencia

Atrás de uma pistola virando violência.



Será que a paz existe, será que a paz é triste?

Será que a paz se cansa da miséria e desiste?

A paz que não tem vez, a paz que não trabalha

A paz fazendo bico, ganhando uma migalha

No fio da navalha, dormindo no jornal

Atrás de ma metralha virando marginal



Será que a paz ataca, será que a paz tá fraca?

Será que a paz quer mais do que viver numa barraca?

A paz que não tem terra, a paz que não tem nada

A paz que só se ferra, a paz desesperada

A paz que é massacrada lutando por justiça

Atrás de uma enxada, virando terrorista



Será que a paz assusta, será que a paz é justa?

Será que a paz tem preço? Quanto é que o preço custa?

A paz que não tem raça nem boa aparência

A paz não vem de graça, a paz é consequência

A paz que a gente faz, sem peso e sem medida

Atrás dessa fumaça, paz virando vida.

A paz que não tem prazo, a paz que pede urgência

Não vai ser por acaso. A paz é consequência

Não é coincidência nem coisa parecida

A paz a gente faz, feito um prato de comida.



Eu vou a luta, eu vou armado de coragem e consciência

Amor e esperança

A injustiça é a pior das violências

Eu quero paz, eu quero mudança.



A violência não é só dos traficantes

A covardia não é só dos policiais

A violência também é dos governantes

Dos homens importantes

Não sei quem mata mais



Como é que a gente faz

Pra medir a violência na emergência dos hospitais?

A dor e o sofrimento

Os filhos que não nascem, os pais que morrem sem

atendimento?



Qual é a gravidade

Do roubo milionário praticado por alguma autoridade

Que tem imunidade, que compra a liberdade?

Enquanto o cidadão honesto vive atrás das grades

Com medo de um assalto à mão armada

Pagando imposto alto e não recebendo nada



Qual é o grau do perigo

Da falta de escola e de emprego, de prisão e de

abrigo?

Qual é o pior inimigo

Os pais da corrupção ou os filhos do mendigo?

Quem é o grande culpado

O ladrão, que tem cem anos de perdão, ou você, que

vota errado?

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