23/06/07 - 18h:22mDenunciar

PERSONAGENS DA HISTÓRIA DO SERRO FRIO - II


PERSONAGENS DA HISTÓRIA DO SERRO FRIO - II - C a I


Muito além dos minerais ou de qualquer outra
coisa, as maiores riquezas do Serro continuam
sendo seus filhos. "À sombra do Itambé e das
montanhas frias de Minas se formou uma singular
sociedade ... Ali, uma plêiade de personagens
históricos se formou ... "



Toda cidade mineira se orgulha de ter um personagem histórico ou um “filho ilustre”.
O Serro vive um dilema : não consegue definir quais são os seus personagens mais importantes. Mas, não é para menos. A cidade tem quase um personagem para cada dia do ano. Por isto, ficou conhecida por "Ninho de Águias", título que orgulhosamente ostenta, em latim, na sua bandeira.
Os personagens estão retratados em 4 páginas deste Guia do Serro, sendo esta a segunda.


DESTAQUE:

EDMUNDO LINS
Ministro do STF, professor e jornalista, nascido no Serro, em 13/12/1863 e falecido no RJ, em 10/08/1944. Estudou no Seminário de Diamantina e fez o curso de Ciências Jurídicas na Faculdade de Direito de São Paulo. Filiou-se ao PRP (1886), tornando-se redator-chefe do jornal "O Movimento". Foi também Promotor em SP (1889/1890), Juiz Federal em MG (1891) e Juiz de Direito, em Tiradentes e BH (1.º Juiz da nova Capital/1898 ). Em 1903, foi promovido ao Tribunal da Relação, o qual presidiu em 1913. Nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, em agosto de 1917, presidiu-o de abril/1931 até a aposentadoria, em novembro/1937. Foi fundador do IHGMG, Professor e Diretor da Faculdade Livre de Direito de MG, deixando diversas obras, como "Reminiscências Literárias", impregnadas de boa latinidade.



PERSONAGENS (letras C a I):

- Caetano Luís de Miranda - (1759/1837)
Pintor, ourives, oficial da contadoria dos diamantes, deixou diversas obras de cunho regional, clássico e religioso, sendo famosos o desenho dos serviços de mineração (Museu do Ouro de Sabará) e os painéis da festa da "Entrância" das primeiras barras de ferro no Tijuco, vindas da Real Fábrica de Morro do Pilar, em 1815. A família conserva vários de seus quadros. Foi Deputado à primeira (1821) e à segunda (1822) Juntas Eleitorais de Minas Gerais, reunidas em Vila Rica, sendo eleito Secretário da primeira Junta. Nasceu em Portugal e morou por vários anos no Tijuco.

- Carlos Honório Benedito Otoni
Político, Magistrado, Professor e Escritor. Nasceu no Serro, em 20/01/1846, e faleceu no RJ, em 21/07/1919. Foi Deputado Federal por MG (1901-02 e 1903-05), o primeiro Juiz Federal de BH (1907), Desembargador da Relação de Petrópolis, Chefe de Polícia e Vice-Governador de MG (1884), no Império. Publicou "Nortistas Ilustres"(1907), "A Memória de Teófilo Otoni" (1907), "Direito Eleitoral" (1910), "Brasil. Ministério da Justiça e dos Negócios Interiores. Relatório" (1910) e "Perfis Biográficos de Mineiros Distintos", tendo feito incursões na poesia.

- Carlos Peixoto de Melo (Dr.)
Deputado, Senador e Jornalista. Nascido no Serro, mudou-se para Ubá em 1870, onde constituíu família, ingressou no Partido Conservador, dirigiu a "Gazeta da Comarca de Ubá", foi Vereador e Agente Executivo em cinco legislaturas. Elegeu-se Deputado à Assembléia Provincial (1870-71 e 72-73) e Deputado à Câmara Geral (1872-75, 77, 85, 86-89) da qual foi Primeiro Secretário e Presidente. Foi o último mineiro eleito para o Senado Federal, em 1889, não chegando a tomar posse, em razão do advento da República.

- Carlos Pereira de Sá (filho)
Escrivão, Almotacé, Procurador e Vereador da Vila do Príncipe por vários mandatos. Nos dois últimos mandatos que exerceu foi eleito Juiz Ordinário. Elegeu-se também Deputado à primeira Junta Eleitoral de Minas Gerais, reunida em Vila Rica, em 1821. Foi proprietário de tropa, Capitão Comandante de Ordenanças do Rio Vermelho e arrematador dos dízimos dos "Sertões Altos" da Capitania de MG, no triênio de 1802 a 1804, em sociedade com o Cap. Francisco Gonçalves Chaves e Jerônimo de Souza Pereira. Nasceu na Vila do Príncipe, por volta de 1762, falecendo em 25/11/1822.

- Carlos José Versiani (Dr.)
Nasceu na Fazenda Santo Elói, no distrito de Bonfim de Montes Claros, então Comarca do Serro Frio, hoje Bocaiúva, a 20/12/1819. Estudou em Montes Claros, no Caraça e no RJ, se formando em Medicina. Lecionou e clinicou em Montes Claros durante 58 anos, onde foi Vereador de 1853 a 1868, dirigindo o município por 16 anos consecutivos. Foi Deputado Provincial (1848-49, 50-51, 52-53 e 54-55) e Geral (1853-56 e 77), pelo Partido Conservador. Faleceu a 17/04/1906.

- Chica da Silva (ver Francisca da Silva de Oliveira)

- Constância Monteiro Cabral (a Dona Beija do Serro)
Esta personagem acabou se notabilizando pelas mãos de Agripa de Vasconcelos, que utilizou-se de sua biografia trágica para escrever a história de Dona Beija. O romance da donzela raptada por um Ouvidor, deu-se na verdade, na antiga Vila do Príncipe, com datas e personagens comprovados em documentos oficiais. (Ver mais informações neste Guia, em “Pequenas Histórias da Grande Comarca”).

- Cristiano Benedito Otoni
Engenheiro e Senador. Nasceu na Vila do Príncipe (hoje cidade do Serro), em 21/05/1811. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1828, onde fez os estudos na Academia da Marinha. Graduou-se como Guarda-Marinha em 1830 e foi eleito Deputado Provincial do Rio de Janeiro pelo Partido Liberal, em 1834, aos 23 anos. Mas, durante o mandato, não abandonou os estudos. Foi nomeado Professor-Substituto de Matemática da Academia da Marinha no mesmo ano, onde lecionou durante 21 anos, dedicando-se ao estudo e publicando compêndios de aritmética, álgebra, geometria e trigonometria, conseguindo mesmo reformar, em todo o Brasil, o ensino da matemática elementar e tendo seus livros adotados no ensino do Império. Formou-se no curso de Engenharia da Academia Militar, em 1836. Em 1846, exerceu o cargo de Oficial de Gabinete do Ministro da Marinha e, em 1848, retornou à política, depois de longos anos, elegendo-se Deputado Geral por Minas Gerais. Em 1855, trocou suas atividades pelo cargo de Presidente da Estrada de Ferro Pedro II, que construíu e dirigiu por 10 anos. Elegeu-se Deputado Geral novamente, por Minas (1861-63, 64-66 e 67-68 ). Foi Conselheiro de Estado do Imperador D. Pedro II. Em fins de 1870, participou ativamente da fundação do Partido Republicano, tornando-se um dos signatários do seu famoso manifesto, como que suprindo a ausência da assinatura do irmão Teófilo, morto um ano antes. Após um interstício de 10 anos, foi novamente chamado ao Parlamento, em 1879, já desta vez como Senador pelo Espírito Santo e depois por Minas, ali permanecendo até a Proclamação da República. Em 1892 retornou ao Senado, também para representar Minas na nova República. Aos 85 anos, ainda Senador, faleceu no Rio de Janeiro, em 17/mai/1896. Deixou escritas "Teoria das Máquinas a Vapor" (1846), "Biografia de D. Pedro II", "Biografia de Teófilo Otoni" (1870), uma "Autobiografia" e "O Futuro das Estradas de Ferro no Brasil", entre outras obras.

- Dario Augusto Lins
Desembargador, Advogado e Promotor, nasceu no Serro, em 15/01/1891, e faleceu em BH, a 26/01/1969. Estudou no Seminário de Diamantina e na Fac. de Direito de MG, formando-se em 1916. Foi Promotor até 1925, Juiz, Desembargador do Tribunal de Justiça (1949 a 1961) e Presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Depois de aposentar-se, dedicou-se à Advocacia, em BH, foi Consultor Jurídico da Assembléia Legislativa e presidiu o Conselho Consultivo da Usiminas.

- Domingos José de Almeida
Fundador de Pelotas e Uruguaiana/RS e Deputado Provincial. Como um dos principais dirigentes e intelectuais da Revolução Farroupilha, foi Ministro da Fazenda e da Justiça, Diretor da Imprensa Republicana, presidente do Conselho em várias ocasiões e Vice-Presidente da República Piratini. Nasceu no Serro, no então Arraial do Tijuco, em 09/07/1797, filho de Domingos José de Almeida e Silva e Escolástica Maria de Abreu, migrando para o sul aos 22 anos. Faleceu em 06/05/1871.

- Domingos José Soares
Foi Deputado à segunda Junta Eleitoral de Minas Gerais, reunida em Vila Rica, em 1822, representando a Freguesia de Morro do Pilar da Comarca do Serro Frio.

- Edgardo Carlos da Cunha Pereira
Magistrado e Jornalista, Edgardo nasceu no Serro, em 04/07/1860, onde era carinhosamente conhecido como "Dazinho". Estudou no Caraça e fez o Curso de Ciências Jurídicas e Sociais em São Paulo, de 1880 a 1884. Durante o curso, colabora em vários jornais acadêmicos, como "A Idéia" e o "Constitucional", no qual defende a função social da propriedade e do capital e condena os privilégios dos detentores da riqueza. Retornando ao Serro, atuou como Advogado, Promotor de Justiça (1885) e Juiz Municipal (1885/90). Em 12/04/1890, foi nomeado como primeiro Juiz de Direito da recém-criada Comarca de Guanhães, emancipada do Serro. Em 1892 foi nomeado Juiz da Comarca de Peçanha, instalando-a. Atuou na Magistratura também nas Comarcas de Mar de Espanha, Muriaé e Diamantina. De 1899 a 1902 foi Chefe de Polícia de Minas Gerais no Governo Silviano Brandão, correspondente ao atual cargo de Secretário de Segurança, ajudando a construir a política de segurança pública, no novo estado republicano. Foi fundador do IHGMG e faleceu em 15/03/1908, como Juiz de Direito em Diamantina, onde residiu durante 7 anos.

- Edgardo da Cunha Pereira
Advogado, Professor e Político. Nasceu no Serro, em 20/10/1880, e faleceu em 06/09/1940, em Abaeté. Formou-se em Direito pela Faculdade de Belo Horizonte, colando grau em 10/12/1907. Exerceu a Advocacia e o Magistério em Peçanha e depois em Abaeté, onde fundou o Banco de Abaeté, a Escola Normal e a Associação Comercial, tendo sido também Delegado, Conselheiro Penitenciário, Deputado Estadual (1907-10, 1911-14 e 1915-18 ) e Federal (1918-20).

- Efigênio Ferreira de Sales
Jornalista, Advogado, Militar, Deputado Federal e Governador pelo Amazonas e pioneiro da radiodifusão no Brasil. Nasceu no Serro, em 15/08/1876. Ainda jovem, emigrou para a região Amazônica, onde participou das guerras pela reconquista do Acre, tendo participado também da Guerra de Canudos. Efigênio se portou com tal heroísmo que acabou elegendo-se Deputado Federal (1914 a 25), Governador (1926-29) e Senador (1929) do Amazonas. Na Câmara Federal, ocupou a Secretaria por 10 anos consecutivos e no Senado foi membro da Comissão de Poderes Privativos. Militou em vários jornais, em Manaus e no RJ, entre os quais o "O Dia" (que fundou e dirigiu), "O Amazonas", "O País" e "O Momento", tornando-se fundador e diretor da ABI. Faleceu no RJ, a 12/10/1939.

- Epaminondas Nunes de Ávila e Silva (Dom)
Bispo, escritor e jornalista. Nasceu no Serro, em 04/07/1869. Estudou as primeiras letras e começou Humanidades com o velho Prof. Tocantins de Gouvea. Fez depois todo o curso de Humanidades e os estudos superiores para o sacerdócio no Seminário de Diamantina, onde ordenou-se em 17/07/1892. O Padre "Nondas" assumiu logo como auxiliar do vigário do Serro, Padre José Maria Reis, tornando-se pároco em 21/08/1896. Foi sagrado Bispo no Serro, em 08/09/1909 e nomeado primeiro Bispo de Taubaté/SP. Faleceu ainda à frente de sua Diocese, em 29/06/1935, no RJ.

- Ernesto Pio dos Mares Guia
Nasceu em Sergipe (São Cristóvão, 1832), mas construiu extensa trajetória no Serro e em Minas. Tornou-se bacharel em Direito em Olinda (1852) e foi Promotor Público de Estância/SE (1854), antes de mudar para Minas Gerais onde exerceu a magistratura e cargos políticos. Foi Juiz Municipal do Serro, presidente da Câmara de Conceição do Mato Dentro (1861/73) e Deputado Provincial (1860-61, 62-63, 80-81) e Geral (1885). Voltou a ser juiz, em Cataguases, onde morreu (1917).


- Euler de Salles Coelho
Advogado, Juiz de Direito, Industrial e Deputado Estadual (1923-26 e 27-30). Nasceu no Serro, a 30/04/1895, lá iniciando seus estudos e depois prosseguindo em Diamantina e Belo Horizonte. Foi Vice-presidente da Assembléia mineira. Elegeu-se Deputado Federal em 1929, sendo conduzido à Secretaria da Câmara, mas teve o mandato interrompido pela Revolução de 30. Desempenhou função dirigente em diversas indústrias mineiras e junto à FIEMG. Em 1945, foi Juiz do TRE/MG, em sua fase de organização. Deixou as seguintes publicações: "Direito Eleitoral", "Jurisprudência Eleitoral", "Eleições Federais", "Formulários e Instruções" e "Código Eleitoral". Faleceu em BH, a 03/01/1956.

- Felisberto Gomes Caldeira Brant
Foi um militar brasileiro, herói da Independência da Bahia. Comandante do Exército Pacificador de Cachoeira e Governador das Armas da Bahia, combateu na Guerra da independência do Brasil ao lado do povo baiano, e de pessoas como Maria Quitéria, o major Antônio Maria da Silva Torres e o Visconde de Pirajá. Esteve detido por ordem de Pedro Labatut no Forte de São Lourenço na ilha de Itaparica. Foi assassinado por soldados rebelados no quartel-general da Mouraria, em Salvador, quando, ao enviar o Batalhão dos Periquitos para conter a Confederação do Equador, afastou o Major José Antônio da Silva Castro, republicano, simpatizante com a revolução e comandante do dito batalhão. Nasceu no Serro, em 1786, e faleceu em Salvador, em 25 de outubro de 1824.

- Félix Generoso de Almeida e Silva
Juiz de Direito e Desembargador da Relação de Minas Gerais.

- Flávio Farnese da Paixão Júnior
Vigoroso Jornalista, Advogado, poeta e político liberal do Segundo Reinado. Foi Deputado Geral por MG (1867-68 ), redator do jornal livre carioca "Atualidades" (1858-64), redator do periódico "Le Bresil", em francês (1862-63), co-fundador do jornal "A República" (1871) e teve atuação decisiva na fundação do Partido Republicano, em fins de 1870, tornando-se um dos signatários do seu manifesto. Nasceu no Serro, em 1835, e morreu em 06/09/1871, no RJ.

- Francisca da Silva de Oliveira (Chica da Silva)
Um dos mitos da história mineira, a ex-escrava Chica manteve uma união estável com o Contratador de Diamantes, Desembargador João Fernandes de Oliveira (o filho), "vassalo mais rico do reino de Portugal", que só na Comarca do Serro Frio, possuía 14 fazendas. Foi batizada no arraial de Milho Verde (Serro), entre 1731 e 1735, sendo filha do português Antônio Caetano de Sá, com uma escrava africana da Costa da Minas, de nome Maria da Costa. Mudando-se para o arraial do Tijuco (hoje Diamantina), foi escrava do português Manuel Pires Sardinha. Comprada por João Fernandes em 1753 e sendo alforriada no mesmo ano, começou o romance entre os dois, com o Contratador passando a lhe fazer todas as vontades. Ela, a partir de então, recebia a maioria dos pedidos do povo do arraial, quando precisava da aprovação de João Fernandes, o que lhe atraíu a simpatia de muitos e a inveja e o ódio de outros. Ficou famosa a pompa com que viveu no Tijuco, fazendo-se acompanhar sempre de doze mulatas ricamente trajadas e sendo carregada por escravos, pelas ruas, em uma cadeirinha (liteira). João Fernandes se derramava, atendendo a todos os caprichos de Chica: mandou construir para ela uma represa com um navio, um castelo na Chácara da Palha, nos arredores do Tijuco, um teatrinho particular e até uma igreja (do Carmo). Dela disse Cecília Meireles, no "Romanceiro da Inconfidência": "Em tanque de assombro / veleja o navio / da dona do dono / do Serro do Frio". Teve 14 filhos, 13 com João Fernandes, todos legitimados pelo Desembargador, e morreu a 15/02/1796. Sua interessante e disputada Certidão de Alforria encontra-se ainda nos cartórios do Serro.

- Francisco de Paula Coelho
Foi Deputado à segunda Junta Eleitoral de MG, reunida em Vila Rica (1822), representando a Freguesia da Vila do Príncipe da Comarca do Serro Frio.

- Francisco de Paula SilvaFoi Deputado à segunda Junta Eleitoral de MG, reunida em Vila Rica (1822), representando a Freguesia de Peçanha da Comarca do Serro Frio.

- Francisco dos Santos Freire
Foi Deputado à segunda Junta Eleitoral de MG, reunida em Vila Rica (1822), representando a Freguesia do Tijuco da Comarca do Serro Frio.

- Francisco Furtado de Mendonça (Padre)
Deputado à segunda Junta Eleitoral de MG, reunida em Vila Rica (1822), representando a Freguesia de Chapada da Comarca do Serro Frio. Foi Professor Régio em Minas Novas, de Gramática Portuguesa e Latina.

- Francisco Manoel Barbosa
Foi Deputado à 2.ª Junta Eleitoral de MG, reunida em Vila Rica (1822), representando a Freguesia de Água Suja da Comarca do Serro Frio.

- Francisco José de Vasconcelos Lessa (Barão de Diamantina)Advogado e político. Nascido na Vila do Príncipe, em 08/05/1798, onde residia, ali ajudou a fundar a Santa Casa de Caridade. Foi eleito Vereador na 1.ª legislatura da Câmara Municipal de Diamantina, em 1832, quando esta se emancipou do Serro. Residiu durante muitos anos na famosa Fazenda do "Bom Sucesso", com seiscentos alqueires e considerada uma das mais produtivas propriedades rurais do município do Serro. Recebeu o título de Barão em 02/12/1854, falecendo no Serro, em 02/04/1862.

- Francisco Manoel Pereira
Foi Deputado à segunda Junta Eleitoral de Minas Gerais, reunida em Vila Rica, em 1822, representando a Freguesia de Morro do Pilar da Comarca do Serro Frio.

- Francisco Nunes Coelho Jr.Político e Médico, nascido na Paróquia de Guanhães, então município do Serro, em 16/05/1869. Formou-se em Medicina (RJ) e clinicou em Caeté e Guanhães, onde foi Vereador e Agente Executivo. Elegeu-se Deputado Estadual (1895-98 ) e Senador Estadual por 3 Legislaturas, de 1907 a 1918. Faleceu em BH, em 22/11/1953.

- Getúlio Ribeiro de Carvalho
Político, Advogado e Promotor. Nasceu em Guanhães, município do Serro, em 01/12/1861. Estudou no Caraça, provisionando-se depois como Advogado. Em Guanhães, foi Promotor, Vereador e Agente Executivo. Elegeu-se Deputado Estadual (1895-98 e 1915-18 ) e Senador Estadual (1923-25), falecendo durante o mandato, em BH, a 24/01/25.

- Gualter Martins Pereira (Barão de Grão Mogol)
O Coronel Gualter Martins Pereira, Barão de Grão Mogol, nasceu em Itacambira, em 13/11/1826, então pertencente a Grão Mogol. Nesta época, toda a região ainda se localizava na área da então Comarca do Serro Frio. Exercia as atividades de pecuária e mineração, tendo-se casado com a prima Emília Martins (nascida em 25/02/1834). Recebeu o título de Barão através do Decreto Imperial de 17/09/1873. Mudou-se para Rio Claro/SP, em 1881, onde adquiriu, por 300 contos de réis, do London and Brazilian Bank a Fazenda Angélica, que pertencera à família do Senador Vergueiro. O Barão continuou como pessoa de destaque em Rio Claro, sendo eleito pelo partido monarquista à vereança municipal de 1886 a 1890. Abraçou depois os ideais republicanos, renunciando publicamente ao título honorífico de Barão de Grão Mogol e, em 5 de fevereiro de 1888, quando Rio Claro libertava seus escravos, discursou no Teatro São João (Phenix), como um dos líderes da iniciativa. Ao ser proclamada a República, em 1889, coube-lhe, no dia seguinte, como Presidente da Câmara, a missão de anunciar oficialmente o acontecimento. Faleceu em 15 de dezembro de 1890 e foi sepultado no Cemitério São João Batista, sendo depois transladado para a Fazenda Angélica.

- Helvécio de Miranda Magalhães
Advogado e Procurador-Geral do Ministério Público de MG. Helvécio Magalhães nasceu no Serro em 1933. Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, em 1957. Após exercer a advocacia, entrou para o Ministério Público de Minas Gerais em 1964, atuando nas comarcas de Rio Paranaíba, Carmo do Rio Claro, Piumhi e Pará de Minas. Transferiu-se para BH em 1978 e exerceu o cargo de Secretário-geral da Procuradoria-Geral de Justiça. Em 1982, foi promovido a Procurador de Justiça. Em 1985, ocupou o cargo de Corregedor-geral e, em 1986, foi nomeado Procurador-Geral da instituição, cargo que exerceu até fevereiro de 1987. Seu nome foi dado ao Salão Nobre de Reuniões dos Órgãos Colegiados do Ministério Público. O Salão do Júri do Serro também leva o seu nome. Faleceu em BH, em 1991.

- Henrique Duarte da Fonseca
Médico Clínico e Político. Elegeu-se Deputado Estadual para os mandatos de 1891/95 (eleito em substituição, em 1893) e 1895-98. Residiu no Serro e em Além Paraíba.

- Henrique Dumont
O pai de Santos Dumont nasceu no Serro, no então arraial do Tijuco, em 1830. Filho de pais franceses, formou-se em Engenharia na França, construindo várias obras importantes em MG, como a ponte sobre o Rio das Velhas, em Sabará. Tornou-se grande fazendeiro de café, construindo o que passou a se denominar o primeiro estabelecimento agrícola do Brasil, com ferrovia e todo mecanizado: a majestosa Fazenda Dumont, em SP. Faleceu em 30/08/1893.

- Herculano Ferreira Pena (Conselheiro Pena) - (1811-1867)
Nélson de Sena considera-o nascido no Serro, no Arraial do Tijuco. Homem público, Professor e Jornalista. De 1829 a 1834 consagrou-se ao magistério e ao jornalismo em Ouro Preto, na folha "Novo Argos". A partir de 1835 foi Secretário do governo de Minas, por vários anos. Foi eleito Deputado Geral por Minas para cinco legislaturas (1839-40, 1843-44, 1845-47, 1850-52 e 1853-56) e pelo Pará (1848-49). Em 1853 foi eleito também Senador pelo Amazonas. Sempre que as circunstâncias o exigiam, o Imperador o convocava para assumir o Governo nas diversas Províncias, tornando-se o brasileiro que mais Províncias administrou no Império. Foi nomeado Governador dos estados do Espírito Santo (1845), do Pará (1846), de Pernambuco (1849), do Amazonas (1853), de Minas Gerais (1856), da Bahia (1859) e do Mato Grosso (1862). Foi ainda Vice-Governador de MG, em 1842.

- Hermógenes Casimiro de Araújo Brunswick (Cônego)
Padre, Professor, Advogado Provisionado e Político. Nasceu no Arraial de Conceição (hoje Conceição do Mato Dentro), então município do Serro, por volta de 1785. Ordenou-se em SP, em 02/09/1809, transferindo-se para a Vila de Desemboque, onde foi Vereador e Tenente-Coronel da guarda nacional. Foi Deputado Provincial (1850-51, 52-53, 54-55, 56-57) e Deputado Geral (1857/60), pelo Partido Conservador, gozando de muita estima em MG, principalmente na região oeste. Faleceu em setembro de 1861, na Vila de Desemboque, onde foi Pároco durante 47 anos.

- Honório Benedito Otoni (Padre)
Sacerdote católico a princípio, Capelão do exército e Deputado Provincial (1880-81 e 82-83), morreu professando religião evangélica.

- Ignácio Alves Barroso
Farmacêutico e Deputado. Nasceu no dia 31/07/1860, em Euxenita, no então distrito de São Sebastião dos Correntes (hoje Sabinópolis), no município do Serro. Iniciou os estudos no próprio distrito, estudou depois no Serro, no Seminário de Diamantina, no Caraça e formou-se em Farmácia (1887), na Escola de Ouro Preto. Instalou no Serro um laboratório farmacêutico, ajudando a dirigir a Santa Casa. Transferiu-se em 1890 para o Arraial de São Sebastião dos Correntes, onde fundou e dirigiu a Farmácia Barroso - ainda existente - até o início da década de 1930. Com quase 60 anos, elege-se Deputado Estadual em 1919, com a finalidade principal de emancipar seu distrito, o que consegue realizar, através da Lei Estadual 843, de 07/09/1923, tornando-se o Presidente da Câmara e primeiro Agente Executivo de Sabinópolis. Reelegeu-se Deputado Estadual até 1930, retomando a velha campanha por um ramal ferroviário na região. Morreu em Sabinópolis, em 25/05/1932.

- Inocêncio Augusto de Campos
Professor e Deputado Provincial (1876/77). Nélson de Sena o cita em “Serranos Ilustres”.

- Isidoro, o mártir
Isidoro de Amorim Pereira era um pardo, escravo do Frei Rangel, que vivia na mineração. Processado como contrabandista, foi confiscado ao seu senhor em benefício da Fazenda Real e condenado a trabalhar nos serviços da Extração Diamantina. Revoltado, conseguiu fugir, reunindo-se a outros escravos e tornando-se chefe de uma tropa de aprox. 50 garimpeiros ex-escravos, sempre atuando na ilegalidade. Respeitando a vida e a propriedade dos brancos, o bando acabou ganhando a simpatia de muitos e transformando-se numa lenda viva do Espinhaço. Perseguido pelo Intendente Câmara, acabou delatado e perseguido, até cair ferido com três balas. Preso em junho de 1809, foi ainda maltratado e espancado em público, defendendo que "os diamantes eram de Deus" e negando-se a entregar os amigos. Não resistindo às torturas, morreu alguns dias depois, passando a representar a resistência garimpeira e a ser venerado como um santo, chamado de "Isidoro, o mártir".


- FOTOS: . Edmundo Lins. Domingos José de Almeida. Cristiano Otoni
Fonte: "GUIA DO SERRO"




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