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QUEIJO DO SERRO:1º Patrimônio Imaterial do Brasil


O QUEIJO DE MINAS VIROU CINEMA
LIVRO SOBRE O QUEIJO DO SERRO
QUEIJO DO SERRO (no Wikipédia)"
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REGIÃO PRODUTORA DO "QUEIJO DO SERRO"
GOVERNO FEDERAL CONCEDE INDICAÇÃO GEOGRÁFICA (IG) AO "QUEIJO DO SERRO"



• 1- FESTA DO QUEIJO
A "Festa do Queijo", que comemora o principal produto da cidade, é realizada anualmente, sempre na última semana de setembro. Ver fotos



• 2- ONDE ENCONTRAR - QUEIJO E PRODUTOS LATICÍNIOS

SERRO
- Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro - Entrega a domicílio; Pça. Ângelo Miranda 26; (38) 3541-1001.
- Sabor da Roça - R. Gen. Osório 43, Gambá; (38) 3541-1485, 9-8846-4847 Oi, 9-9176-2644 Tim; maurolk2007@hotmail.com
- Grife do Queijo Trem-Ruá (Túlio Madureira) - Queijo de Gir maturado; Queijo Kankrej maturado de Guzerá; 38- 9-9823-4207; Pedidos: www.grifedoqueijo.com.br (envio pelo Correio); https://www.facebook.com/grifedoqueijo/ .
- Sorveteria Choquitus - R. Nagib Bahmed 120; 38- 3541-1016.
- Padaria e Lanchonete Nova - Queijo, requeijão preto e outros produtos típicos da cidade; R. Antônio Honório Pires 52; 3541-1340.
- Padaria Zé Congonha - R. Fernando Vasconcelos 73; 3541-1231.
- Padaria e Confeitaria Renascer - R. São José 32; 3541-1757.
- Padaria Cinata - R. Barão de Diamantina 110; 3541-1355 / 3541-1453.
- Casa de Carnes Ivituruy - Queijo, manteiga, doces e lingüiça caseira; entrega a domicílio; Pça. Ângelo Miranda 108-A e R. Sinval Lins 118; 3541-1245.
- Casa de Carnes Magnos - Queijos e carnes; entrega a domicílio; R. Dr. Antônio Tolentino 11; 3541-1620.
- Rest. Vila do Príncipe - R. Antônio Honório Pires 11; (38) 3541-1030.
- Thiago Gonzaga - Requeijão preto, (38) 3541-2518 / 9-9820-5266.
- É possível encontrar os produtos também nos super-mercados e armazéns da cidade.

BELO HORIZONTE
- Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro - CEASA, Queijos por atacado, Rodovia BR-040, s/n, km 688, Pavilhão U, loja 11, Contagem - MG; Pedidos:
(31) 3394 2327.

- Mercado Central - BH
Av. Augusto de Lima, 744, centro. Você encontra o legítimo Queijo do Serro também nestas lojas do Mercado Central de BH. Melhor entrada para as queijarias: pelas ruas Curitiba e Goitacazes:
. Queijaria Mineira UAI - Loja 124; tel: 31- 3274-9655.
. Lojas Dú Salim - Lojas 152 e 169; tel: 31- 3274-9508; queijariadusalim@yahoo.com; entrega a domicílio.
. Roça Capital - Loja 268; entrada pela Augusto de Lima; tel: 31- 3789-8669; sac@rocacapital.com.br
. Ponto do Queijo - Loja 296; tel: 31- 3274-9669.
. Trilha do Sabor Empório - Loja 134; tel: 31- 2516-1626; trilhadosaboremporio@hotmail.com
. Queijaria Flávia - Loja 295; tel: 31- 3274-9708; entrega a domicílio.
. Loja do Itamar - Loja 148; tel: 31- 3274-9535; encontramos aqui o tradicional requeijão preto (moreno) do Serro.
. Para quem quer saborear o queijo na hora, com um cafezinho, recomendamos a Comercial Sabiá - Lojas 151 e 156; tel: 31- 3274-9491 (próximo da entrada pela Rua Curitiba c/ Goitacazes).

RIO DE JANEIRO
- Armazém do Canto - Av. Bahia 1276, Niterói; tel: 21- 2609-9014; https://m.facebook.com/armazemdocanto/

BRASÍLIA
- VITÓRIA Panificadora - CLS 108, Bloco C, Loja 15; QI 15 Lago Sul, lojas 17/43; ou na loja do aeroporto de Brasília; tel. 61- 3443-9309; contato@vitoriapanificadora.com.br , Facebook



• 3- UM PRODUTO IMPORTANTE PARA O PAÍS: PATRIMÔNIO IMATERIAL

O valor da tradição, a forma de fabricação e a importância do produto na economia familiar dos mineiros levou o IEPHA-MG a declarar o "QUEIJO DO SERRO" como primeiro Patrimônio Imaterial de Minas (primeira declaração deste tipo realizada no país, em 2002). Posteriormente, em 2008, o produto foi também declarado Patrimônio Cultural do Brasil, pelo IPHAN.

Ao redor do queijo foi se formando também uma lista de outras delícias que combinam com ele, como a marmelada, a goiabada, o vinho e a cachaça. E ainda há outras variedades de derivados do leite produzidos na cidade: meia cura, requeijão preto (moreno), manteiga, doce de leite, ricota, mussarela, queijo prato ...



• 4- COMO É O LEGÍTIMO QUEIJO DO SERRO

CARACTERÍSTICAS
Consistência: semiduro
Textura: compacta
Cor: branca amarelada
Sabor: brando, ligeiramente ácido
Crosta: fina, sem trinca
Forma e Peso: cilindro de 13 a 15 cm de diâmetro.
Altura: 4 a 6 cm.
Peso: 700g a 1 kg



• 5- OS SEGREDOS DO QUEIJO DO SERRO

“O Serro é uma terra de gente simples,
amante da natureza, da cultura e da culinária
mineira, como o famoso queijo, produzido na
região, que já vem com o selo da qualidade e
da tradição”.


Serro é nome de queijo ... e queijo é sinônimo de Serro. A cidade se orgulha de produzir o mais saboroso e conhecido produto mineiro: o famoso “Queijo do Serro” artesanal, tipo Minas. No estado ele é conhecido também como "queijo minas” (não é curado nem frescal). O motivo do diferenciado sabor, comparável aos melhores do mundo, ou ainda não está devidamente explicado, ou está guardado a sete chaves. Os antigos o creditavam ao capim gordura, excelente pastagem nativa da região, hoje quase desaparecida. Como permaneceu a mesma qualidade, atualmente alguns apontam a composição do solo (terreno calcáreo e úmido) e o clima, como os responsáveis pelo delicado sabor.

A Fábrica de Laticínios local, pertencente à Cooperativa de Produtores Rurais do Serro, é uma das poucas do estado que não se entregaram ao controle das grandes empresas, sobrevivendo por obra e graça dos próprios fazendeiros do Serro. Assim, os serranos se adaptam às mais modernas técnicas de produção, mantendo toda a originalidade do queijo Minas artesanal, “que se tenta, aqui e ali, inutilmente imitar”.

São produzidas 55 toneladas/mês de queijo Minas artesanal, nas fazendas, e 100 toneladas/mês de queijo industrial, na Fábrica de Laticínios. É uma atividade cada dia mais ameaçada pelos crescentes investimentos nas grandes indústrias e pela ainda incipiente política governamental voltada para os pequenos produtores. Mas, com a vontade e a resistência que lhe é peculiar, o serrano prossegue mantendo a tradição de quase três séculos, que é passada de pai para filho.



• 6- HISTÓRIA

A receita deste queijo artesanal foi trazida para a região do Serro no início do século XVIII, por portugueses que vieram da Serra da Estrela.

Antigos documentos históricos mostram que, durante o período colonial, o queijo já era um produto estrategicamente utilizado nos garimpos de ouro e diamantes da região do Serro. Em 1772, uma circular do Governador de Minas, Conde de Valadares, ordenou que o Comandante das forças policiais do local instruísse os postos de fiscalização para “furarem os queijos que passassem pelos Registros, para exame”, a fim de evitar o contrabando das pedras preciosas.

Transportados antigamente em lombo de burro pelas tropas, envolvidos por jacás de taquara ou em bruacas de couro cru, o “queijo do Serro em pouco passou a confundir-se com o queijo de Minas, criando um padrão novo na espécie que até hoje ocupa posição de destaque no comércio”. E foi lá, nestas antigas fazendas, segundo a tradição popular da região, que teria também surgido o pão de queijo, o mais conhecido derivado do famoso queijo mineiro.

Nas décadas de 1920-30, com a substituição dos estreitos caminhos por uma rodovia entre Serro e Belo Horizonte, o produto passou a ser levado para a capital mineira e passou a fazer parte da gastronomia daquela região metropolitana.

Nas décadas de 1970-80, os serranos empreenderam uma significativa migração para fora do município, em busca de novas oportunidades de trabalho e renda. Muitos deles decidiram abrir novas fronteiras para o principal produto da cidade, acreditando na sua qualidade e na ampliação do seu consumo. Neste período, ocorreu então uma grande difusão do queijo e do pão de queijo mineiros. Vários novos revendedores do produto iniciaram seus negócios. Serranos abriram também várias das então chamadas "casas de pão de queijo" (lanchonetes) em cidades-pólo do país, como Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Poços de Caldas. Foi uma época alvissareira para o produto, quando a criatividade dos mineiros criou a "coxinha com catupiri", cuja receita espalhou-se rapidamente. A migração dos serranos foi uma contribuição decisiva, para que o pão de queijo ganhasse uma nova projeção, passando a ser conhecido nacionalmente e chegando inclusive a denominar Minas Gerais como a "República do pão de queijo".

Ao longo da história, o queijo do Serro, além de uma certa unanimidade entre os apreciadores e entendidos do assunto, tem recebido muitos elogios e reconhecimentos, confirmando o produto também como embaixador do Brasil no exterior.

A ex-Deputada Sandra Starling conta sobre a sua alegria, vivida durante uma viagem a Roma, na Itália, na década de 1980. Hospedando-se no Hotel Excelsior, um dos mais conceituados da Europa, em plena Via Veneto, teve a oportunidade de saborear, todos os dias, no café da manhã, uma fantástica bandeja de queijos, com as 7 melhores marcas do mundo (segundo o hotel). Entre eles, figuravam os conhecidos “Serra da Estrela” de Portugal, “Brie” da França, e o “Queijo do Serro”, como legítimo representante dos melhores queijos produzidos nas Américas.

Em 1997, o Presidente francês Jacques Chirac, teve a oportunidade de saborear o produto, durante visita oficial ao Brasil. No almoço do Palácio do Itamaraty, em meio a debates sobre o Mercosul e o turismo entre os dois países, a imprensa internacional noticiou que lhe serviram “queijo do Serro como sobremesa, junto com goiabada e doce de laranja”.

A declaração do "Queijo do Serro" como patrimônio cultural, pelo IEPHA-MG em 2002, e depois pelo IPHAN, em 2008, representou um reconhecimento nacional à sua importância e qualidade para a gastronomia brasileira.

Hoje, o queijo do Serro passa por um momento interessante e transformador. Alguns produtores decidiram retomar as tradicionais técnicas de cura e maturação dos queijos artesanais, abrindo um novo mercado para o produto. Em geral, o processo de cura se dá por 60 dias ou mais. Utilizando conhecimentos já quase perdidos no tempo, estes corajosos pioneiros dão um importante passo para a qualificação da gastronomia queijeira da região e, em pouco tempo, já começaram a conquistar premiações no país e no exterior.

Atualmente, os queijos são acondicionados em modernos caminhões frigoríficos, com todo o rigor exigido pela legislação sanitária, mas sem perder os segredos que tornaram o seu sabor tão especial.



• 7- OUTROS PRODUTOS LATICÍNIOS

Além do tipo Minas tradicional, a Fábrica de Laticínios da Cooperativa produz outras variedades: prato, meia cura, cobocó, colonial, fundido, ricota, mussarela em trança e em bolinha, minas indústria e padrão, além do doce de leite mole e em barra, manteiga e leite pasteurizado tipo C. Outra ótima opção oferecida pela cidade é o delicioso requeijão preto artesanal, de massa cozida (também conhecido como requeijão moreno), que pode ser encontrado em algumas casas, padarias e armazéns.



• 8- LINKS ESPECIAIS

QUEIJO DO SERRO, PATRIMÔNIO DO BRASIL

Queijo Minas vira patrimônio do povo brasileiro
Dossiê do Queijo Minas (junto ao IPHAN)
Vídeo: Queijo Minas, Patrimônio do Brasil
Queijo Minas patrimônio nacional (passo-a-passo)
Queijo do Serro é patrimônio mineiro e brasileiro

QUEIJO DO SERRO, PATRIMÔNIO DE MINAS

Queijo do Serro vira patrimônio de Minas
Descrição da fabricação do Queijo do Serro
Minas e queijo: uma obviedade


-Foto: Fotógrafo - Adelardo Miranda Neto; Projeto - Luciana Costa; Edição de fotografia - GUIA DO SERRO
-Fonte: GUIA DO SERRO




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