08/01/06 - 00h:47mDenunciar

CALENDÁRIO DE FESTAS E EVENTOS DO SERRO


“Hoje é dia de festas e a Velha Corcunda,
vestindo as cores de lindo tergal,
está regateira, Fidalga e Plebéia”

(Fernando Roque Vasconcellos, poema “Serro”)



O Serro mantém um dos calendários de eventos mais ricos de Minas, durante os 12 meses do ano (atividades culturais, festas populares, religiosas e exposições agropecuárias). A maioria é fruto da resistência às transformações do tempo, mostrando até hoje uma autenticidade de expressão que atrai e comove.




- CALENDÁRIO


• Janeiro

. 6- Festa de Reis ( Ver página da Festa )

. Festival de Milho Verde (Ver página)

. Início de janeiro (fim de semana mais próximo do dia 10)- Festa de São Gonçalo no distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras (Ver página)

. 2ª ou 3ª semana de janeiro- Festival de Férias de São Gonçalo do Rio das Pedras (Ver página)

. 20- São Sebastião

. 29- Aniversário da Cidade
(Ver página do ano 2014 - 300 Anos)
(Ver página do ano 2011)
(Ver página do ano 2009)



....................................................
• Fevereiro

. Data móvel (fev/mar)- Carnaval ( Ver página do carnaval no Serro )


....................................................
• Março

. Data móvel (mar/abr)- Semana Santa
(Ver página)
(Ver vídeo (cena das celebrações))


....................................................
• Abril

. 21- Dia de Tiradentes (Inconfidência Mineira)


....................................................
• Maio

. 1.º fim-de-semana- Festa do Cavalo (Ver página da Festa 2009)

. 1.ª semana- Festa de Santa Cruz

. 1 a 30- Festas do Mês de Maria

. Data móvel (mai/jun)- Festa do Divino (Ver página da Festa)


....................................................
• Junho

. 1 a 30- Festas Juninas

. Data móvel- Corpus Christi

. Últimos dias do mês- Novena de N.S. do Rosário


....................................................
• Julho

. 1.º fim-de-semana- Festa de N.S. do Rosário (Ver página da Festa)

. 3.ª semana- Encontro Cultural de Milho Verde (Ver página do Encontro)

. 2.º ao 3.º domingos- Jubileu do Distrito de Mato Grosso (Ver página)


....................................................
• Agosto

. 15- Assunção de N.Senhora

. 15 a 22- Semana do Folclore


....................................................
• Setembro

. 7- Festa do Queijo (Feriado do “7 de setembro”)
(Ver página da Festa)
(Ver página sobre o Queijo do Serro)


....................................................
• Outubro

. Data móvel (início do mês ou fim de setembro) - Festa do Rosário de Milho Verde
(Ver imagens da Festa)
(Ver página de Milho Verde)


....................................................
• Dezembro

. 8- Festa da Padroeira (N.S. da Conceição)

. 25- Natal ( Auto das Pastorinhas )

. 31- Ano Novo





HISTÓRICO DAS FESTAS E EVENTOS


• Festa de Reis
06 de janeiro

As comemorações se dão em cada lar, recheadas de religiosidade e de “simpatias”. As Pastorinhas e as Folias de Reis, na periferia da cidade, são as expressões folclóricas mais comuns da ocasião, com suas cantigas, danças e roupas típicas.



• Festa de São Sebastião
20 de janeiro

Festa realizada na Igreja de Santa Rita, integrante do chamado ciclo do verão, sempre atraíu grande devoção do povo, principalmente da zona rural. O soldado e mártir São Sebastião, “protetor contra a peste, a fome e a guerra”, tem sua imagem presente na maioria das casas, seja de fazendeiros, sitiantes ou nos ranchos escondidos nas grotas, entre as moitas de café, cana e árvores frutíferas. Quando “Luzia ri, janeiro chora” : quer dizer que, se não há chuvas no dia de Santa Luzia (13 de dezembro), está garantida a chuva em janeiro. O que mais atemoriza é a perspectiva da fome e da seca. E é principalmente nestas horas que o povo das roças e da periferia se volta para São Sebastião. Depois de Nossa Senhora, é uma das devoções mais difundidas no país. A procissão é sempre acompanhada por cavaleiros, policiais militares e penitentes pagando promessas, sendo precedida pela novena e pelo mastro.



• Aniversário da cidade
29 de janeiro

Data de criação da Vila do Príncipe, em 1714, sede da Comarca do Serro Frio. Anualmente, com variações, as festividades se dividem entre as solenidades cívicas oficiais e os shows musicais, repiques de sinos, serestas, exposições e festa dos serranos ausentes.



• Carnaval
Fevereiro ou março (data móvel)

A maior festa popular do Brasil também é parte importante do calendário serrano. Os blocos do “Rela”, “Vai Quem Quer”, "Galera da Festa", "Gambá", "Magrellus", "Cirrose" e “Tô Doidão” marcam, há muitos anos, as noites da cidade, desfilando pelas ruas centrais, seguidos pelos foliões. Durante o dia, a festa se transfere para os rios e cachoeiras que rodeiam a cidade ou para o "Bar de Dodoia e Júnior".



• Semana Santa
Março ou abril (data móvel)

O Serro revive anualmente as celebrações da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Os atos de fé e devoção têm início na sexta-feira que antecede a Semana Santa, com a Procissão de Nossa Senhora das Dores. Seguem-se o “Domingo de Ramos”, a Procissão do Depósito, o Lava-Pés, a Via Sacra, a “Sexta-feira Santa”, o “Sábado de Aleluia” e o “Domingo de Páscoa”. Todas as celebrações são acompanhadas por grandes concentrações de fiéis, vigílias e tradicionais encenações ao vivo nas ruas, praças e igrejas, feitas por atores do grupo de teatro Marte. Nas procissões, a presença da população, das Irmandades, banda, coral e visitantes. Na Procissão da Ressurreição, as ruas recebem ornamentações artísticas, com tapetes de flores, areia e serragem, enquanto as janelas e sacadas recebem toalhas e vasos decorados. São dez dias de tradição e fé, quando a cidade se abre e se enche para celebrar o seu secular espírito religioso. Por fim, também no Domingo de Páscoa, com uma pitadinha de humor, a queima do Judas, o pau-de-sebo e as brincadeiras do quebra-pote.



• Festa do Cavalo
Feriado de 1.º de maio

A Festa do Cavalo é realizada desde 1989, no Parque de Exposições, e já se destaca no calendário de eventos da cidade, atraindo milhares de pessoas. Constam da programação: cavalgada pelas ruas, exposição de animais, leilão, rodeios, concurso de marcha, shows artísticos, eleição da Rainha da Festa, entre outros eventos.



• Festa de Santa Cruz
Maio (1.ª semana)

De todas as festas, esta é certamente a mais “democrática” de todas. Isto porque não há grandes aglomerações ou preparativos. Em cada local onde haja um cruzeiro, os moradores vizinhos se reúnem para as festividades. É nomeado ou sorteado um festeiro, cobre-se a Santa Cruz com papéis coloridos e bandeirolas (papel de seda ou crepon), providenciam-se os fogos, o levantamento de mastro, as barraquinhas, as fogueiras e os próprios leigos assumem a cerimônia religiosa, com orações e cânticos. Cada lugar realiza a festa num determinado dia da semana, sendo possível participar de várias delas, espalhadas por todo o município, algumas animadas por grupos folclóricos de folia, “Cavalinhos de Jacá” e “Dança do Boi”. Os cruzeiros mais centrais da cidade são os da Pracinha do Cruzeiro (no Gambá), do Morro do Bicentenário, da Igreja do Rosário, do Morro do Bota-Vira e o do Morro de Areia.



• Mês de Maria
Maio

As novenas, missas e coroações de maio sempre encheram de festa as casas e igrejas da cidade. As festividades, introduzidas no Brasil por Dom Viçoso, Bispo de Mariana, foram muito difundidas no Serro pelas Irmãs da Congregação das Filhas de São Vicente, que dirigem na cidade a Santa Casa e o Colégio N. S. da Conceição.



• Festa do Divino
Maio ou junho (data móvel)

Celebrada anualmente, 50 dias depois da Páscoa, em comemoração à descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos (o Pentecostes), é uma das mais tradicionais festas religiosas de Minas. Celebrada sempre na Igreja de Matozinhos, apresenta interessantes características, pois é acompanhada de um cerimonial profano, ligado aos serviços religiosos. O culto, segundo alguns cronistas, remonta ao período colonial, devendo-se à Rainha Católica Izabel a sua oficialização na Corte Portuguesa, por volta do ano de 1.300. Foi ela quem mandou construir um templo ao Espírito Santo, em Alenquer, e instituíu as festas de coroação do Imperador e dos votos ao Divino Espírito Santo, no dia em que a Igreja celebra a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. A Festa do Divino no Serro é cheia de preparos, com novena, alvoradas com a banda de música, missas solenes, festival de fogos, folias e barraquinhas, culminando com o “Império do Divino”, um extenso cortejo que percorre as ruas, com belos figurantes representando a Corte Imperial e os dons do Espírito Santo. Juntamente com as cerimônias religiosas, as barraquinhas e as brincadeiras de “quebra-pote” e “pau-de-sebo”.A festa mereceu de Carlos Drummond de Andrade um belíssimo artigo, com o seguinte comentário : “Viva o Imperador do Divino do Serro, de Conceição, de Divinópolis, de Diamantina! Sonho que teima em ser realidade por um dia, com o aval de séculos de tradição”.



• Festa de Corpus Christi
Maio ou junho (data móvel)

É celebrada anualmente pela Paróquia e pela Irmandade do Santíssimo Sacramento, ligando-se, desde os primeiros tempos, à tradição cristã do povo mineiro. A festa faz lembrar muitos dos seus celebrantes, entre os quais o saudoso Cônego Júlio Gomes de Oliveira, Vigário da cidade por quase 30 anos (1963/1990). Todos da cidade participam, ornamentando suas janelas e sacadas com toalhas, colchas e vasos decorados, confeccionando tapetes com areia colorida, serragem, folhas e flores pelas ruas. Festa inaugurada no séc. XIII, por inspiração de Santa Juliana, sua oficialização se deu através da Bula de 1264, do Papa Urbano IV. Nunca teve um regulamento rígido, tendo cada região uma forma típica de festejos. Foi introduzida no Brasil, ainda no séc. XVI. Era a mais importante festa das vilas coloniais de Minas, fazendo parte da agenda oficial da Coroa Portuguesa e do Senado da Câmara, existindo vários registros históricos da sua realização.



• Festas Juninas (de São João, Santo Antônio e São Pedro)
Junho

Durante todo o mês, principalmente nos finais-de-semana, comemoram-se as festas juninas, marcadas por barraquinhas, fogueiras, fogos, pau-de sebo, comidas e bebidas típicas (quentão, canjica, pé-de-moleque...). Permanecem também os folguedos, principalmente as quadrilhas, com suas danças marcantes, sanfonas, músicas e roupas de caipira.



• Festa do Rosário
Julho (primeiro fim-de-semana do mês)

A mais bela festa folclórico-religiosa do Serro se caracteriza pelo sincretismo, pois tráz em si elementos espirituais de origem africana, indígena e europeia. Logo após o registro dos 500 anos da chegada dos primeiros conquistadores portugueses, ela se reveste de uma significação ainda maior. A escravidão tira a liberdade mas não escraviza a alma, e esta mistura foi uma das formas encontradas para que a cultura negra pudesse sobreviver e se manifestar, mesmo convivendo com a desumanidade do açoite. A padroeira dos negros é homenageada com novenas, missas, procissões, fogos, danças e cantos, atraindo peregrinos e turistas de todo o país e se constituindo na mais expressiva manifestação da tradição e da cultura negras da região. Estes momentos trazem sempre à lembrança figuras como Zé Doutor, Argemiro, Zé de Fina, Vicente de Bela, Zé Rabelo e tantas outras - festeiros, dançantes e fiéis de um passado recente.

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário da Freguesia da Conceição da Vila do Príncipe do Serro Frio, cujo Compromisso (Estatuto) data de 1728, dirige a festa desde a fundação da entidade, havendo registros de celebrações anteriores a esta data. Era uma época fantástica, já embalada pela fartura do ouro e em plena explosão do ciclo do diamante. Os grupos atuais de Catopês (negros), Caboclos (índios) e Marujos (portugueses) dançam e cantam, parte ainda em dialeto africano, com o acompanhamento de alguns instrumentos musicais de fabricação artesanal (flautas, caixas de couro, xique-xiques, reco-recos), durante os três dias da festa, com os trajes típicos do Congado. "O ritmo devoto dos grupos, o batido dos tambores e a perfeição da dança, da marcha, do compasso, tudo forma um conjunto de admirável beleza".

O Reinado também desfila pelas ruas da cidade, com pompa e estilo, formado por Rei, Rainha, Juízes, a Caixa de Assovio, mordomos, mucamas, num bonito cortejo. Os vários festeiros oferecem refeições e magníficos doces de fabricação caseira, em suas residências, para todos os participantes e convidados, transformando a festa numa confraternização geral dos fiéis, moradores, visitantes e filhos ausentes da cidade. Da mesma forma que os baianos se dão o direito de pular atrás do trio elétrico, durante as semanas que cercam o carnaval, muitos serranos também contrariam as regras e tiram férias durante a Festa do Rosário. Principalmente os mais devotos, os humildes e os negros, morem na cidade ou no mais distante rincão do país. É como uma segunda alforria, que se renova todos os anos.

- Pequeno Guia da Festa do Rosário:

- Sábado
Depois de oito dias de Novena, a Caixa de Assovio dá início à cerimônia da Matina em frente à Igreja do Rosário, na madrugada de sábado, fazendo a abertura dos três dias principais da Festa. Após as celebrações e a missa, a Caixa de Assovio e um extenso cortejo se dirigem à casa de um dos Festeiros, para o café da manhã e novas orações. Na noite de sábado, último dia da Novena, um cortejo busca na casa do Mordomo a bandeira com a imagem da Virgem e a conduz até à Igreja. Após a missa, há o espetáculo de fogos, danças, banda de música e a elevação do Mastro de N. Sª. do Rosário.

- Domingo
Na manhã de domingo, a missa de coroação do Rei e da Rainha do Rosário e as maravilhosas encenações da Barca e da Embaixada, pelos dançantes. No final da tarde, a procissão e a coroação de N. Sª. do Rosário, normalmente na Praça João Pinheiro. Durante o domingo e a segunda-feira, o Reinado e os grupos de Congado cruzam a cidade em direção às várias casas dos Festeiros, fazendo evoluções, cantando e encantando a cidade.

- Segunda-feira
A segunda-feira é dia da posse do novo "Reinado", quando se repetem os desfiles em homenagem à Nossa Senhora. Ao fim do dia acontece a emocionada despedida dos dançantes e fiéis, que renovam os agradecimentos, os pedidos e as promessas, sempre com a intenção de retornar no ano seguinte.



• Jubileu de N. Sra. das Dores (Mato Grosso)
Julho (do 2.º ao 3.º domingos do mês)

Manifestação de fé e religiosidade, o Jubileu é realizado na pequena vila Dep. Augusto Clementino (antiga Mato Grosso). Fiéis, peregrinos e filhos ausentes retornam ao lugar todos os anos, fazendo da ocasião também um momento de encontro e confraternização.



• Assunção de N. Senhora / Peregrinação à Pedra Redonda
15 de agosto

Na cidade, celebrações da Assunção de Nossa Senhora. No povoado de Pedra Redonda (9 Km do centro da cidade), a população do lugar realiza tradicional peregrinação à encantadora Pedra (aprox. 1500 m. de altitude), onde se celebra a data com a reza do terço, ao pé do cruzeiro local.



• Festa do Queijo
Feriado do “7 de setembro”

A Festa do Queijo é a manifestação da cidade em comemoração ao seu produto mais importante e mais famoso : o tradicional “Queijo do Serro”. Constam da programação leilões, exposição de animais, torneios leiteiros, concurso de queijos, rodeios e shows sertanejos. O ponto alto da festa é o “Baile do Queijo”, com a eleição da “Rainha do Queijo” e “Noite do Queijo e Vinho”.



• Festa do Rosário (Distrito de Milho Verde)
Outubro (início de outubro ou fim de setembro)

Festa marcada pela religiosidade e pela apresentação de grupos de Congado, que dançam e cantam em dialeto africano, ao som de primitivos instrumentos musicais. É a festa mais tradicional do Distrito e uma das mais importantes do município.



• Festa de N. Sra. da Conceição
08 de dezembro

A Festa da Padroeira da cidade é sempre um momento de celebração para os serranos, com novena, missas, coroações e procissão. Esta é uma das festas mais tradicionais do lugar, realizada pelo Senado da Câmara desde os primeiros tempos da Vila do Príncipe, no séc. XVIII, por ordem do Rei de Portugal. Nossa Senhora da Conceição tornou-se a padroeira da restauração da independência portuguesa em relação à Espanha, permanecendo com o título até os dias atuais. Em 1640, foi aclamada “a padroeira principal dos Reinos de Portugal e Algarves e seus Domínios”, assim deliberado pelas Cortes reunidas em 1645/46, em Lisboa, por proposta de D. João IV (o Restaurador). A partir daí, as “Bandeiras” brasileiras a tomaram como sua “madrinha”, deram seu nome às primitivas capelas semeadas pelos sertões mineiros e espalharam pelo país toda a devoção e a tradição das festas a ela oferecidas. Por isto, em Minas, Nossa Senhora da Conceição é padroeira também de várias outras cidades históricas, como Sabará, Congonhas, Conceição do Mato Dentro, Raposos, Matriz de Antônio Dias (Ouro Preto), Berilo e Catas Altas.


Fonte: "GUIA DO SERRO"



GUIA DO SERRO em livro
Se você quer ter "GUIA DO SERRO" em livro, é só entrar no link abaixo e pedir:
GUIA DO SERRO em livro
Ele será entregue pelo Correio.



O Serro tem tudo isto e muito mais.
VEJA MUITO MAIS COISAS SOBRE O SERRO na página inicial do SITE: GUIA DO SERRO




A NATUREZA, A ARQUITETURA E OS BENS CULTURAIS DO SERRO TAMBÉM SÃO SEUS. AJUDE A PRESERVÁ-LOS.

Comentários (0)

Fotos postadas a mais de 15 dias não podem receber comentários.