27/10/04 - 14h:44mDenunciar

ANKH

O ankh é egípcio. E, ao que tudo indica, surgiu na Quinta Dinastia. É um hieróglifo encontrado largamente na arte do Egito Antigo. Ele aparece gravado nas colunas dos templos de Karnak, Edfu e em outros lugares. Pode-se vê-lo também gravado ou pintado em murais no Templo de Luxor, no Templo de Hatshepsut, Medinet Habu e outros, bem como em obeliscos e nas paredes de túmulos. Cenas vívidas pintadas em paredes de templos ou túmulos (devido a seu significado ligado à vida e morte) muitas vezes representam um deus estendendo o ankh ao faraó. Um exemplo disso está no túmulo de Amenhotep II onde vemos o ankh sendo-lhe entregue por Osíris.



A popularidade do ankh se comprova através dos vários objetos do cotidiano moldados na forma do ankh: colheres, cetros, espelhos, etc. Na tumba de Tutankhamun, um porta-espelho dourado foi encontrado na forma de um ankh, num claro jogo de palavras, porque a palavra egípcia para espelho também é "ankh".



Os Deuses egípcios sempre o carregavam em uma das mãos, simbolizando o poder que eles próprios possuíam sobre a vida. Como se eles fossem os mantenedores da mesma, atuando sobre a origem e o princípio de tudo. As pessoas carregavam este símbolo como um amuleto para a longevidade (será que daí veio a conexão com a imortalidade dos vampiros???).



Várias são as teorias que tentam desvendar a origem do ankh. Muitos vêem o ankh como a representação do útero, com seu topo arredondado, símbolo de vida e fertilidade.



O ankh também é conhecido como a Chave do Nilo, representando a união entre Osíris e Ísis, que originava as cheias periódicas do Nilo, fundamentais para a sobrevivência do povo egípcio.



O significado do ankh se liga fundamentalmente aos conceitos de vida e morte, ou melhor, de vida eterna. É neste sentido que ele é tradicionalmente representado com as divindades egípcias, sendo segurado pelo círculo como uma chave, uma chave que abriria os portões da Vida e da Morte.



Por suas semelhanças com a cruz cristã, o ankh chegou a ser assimilado pelos cristãos cópticos, de forma que também é conhecido como a cruz ansata, cóptica ou egípcia.



Posteriormente, contudo, veio a ser proscrito e identificado com paganismo, ocultismo e satanismo, sendo ainda contemporaneamente considerado um símbolo diabólico por muitos (em parte devido ao uso dele pelo movimento ocultista em fins do século XIX e pela Nova Era, a partir da década de 60). Hoje em dia muito usado por praticantes da Wicca, Ocultistas e Góticos.

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