12/11/04 - 23h:47mDenunciar

SUMMONER

PAGANISMO

A religião é uma das mais antigas manifestações do homem. Sua essência consiste num ato ou atitude de propiciação e conciliação dos poderes divinos, que o homem acredita capazes de dirigir e controlar o curso da natureza e da vida humana. Esses poderes sobrenaturais sempre causaram medo e um sentimento de reverência à consciência primitiva. O homem, cercado por uma natureza selvagem e desconhecida, criou essas entidades que, para ele, dirigiam cada fenômeno do universo. Para aplacá-las, ofereciam-lhe orações ou veneravam nas com rituais mágicos.



Sua origem remonta aos primórdios da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar sua percepção para os mistérios da vida e da natureza. Segundo estudiosos, a primeira demonstração da arte devocional foram as Madonas Negras, encontradas em cavernas do período neolítico. Portanto, as deusas da fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos. Eles acreditavam que o universo deveria ter sido criado por uma Grande Mãe. Entre os povos que dependiam da caça, surgiu o culto ao Deus dos Animais e da Fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero.



O Paganismo, ou Bruxaria, surgiu no período Neolítico, em várias regiões da Europa, onde hoje se localizam a Irlanda, Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britânia na França. Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas crenças que se misturaram às da população local. Embora a Wicca tenha se firmado entre os Celtas, é importante lembrar que a bruxaria é anterior a eles!



A sociedade Celta era Matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e mulheres tenham os mesmo direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira. O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas, até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas, que nessa época já estavam sendo dominadas pelos Druidas, que representavam uma introdução ao patriarcalismo.



Porém, em muitos lugares, a religião da Grande Mãe continuou a ser praticada, pois havia certa tolerância por parte dos romanos. Foi somente na Idade Média que a Bruxaria foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças, que eram uma ameaça a um clero muito mais preocupado em acumular bens e riquezas do que a propagar a verdadeira mensagem de Jesus. Foi a Igreja Católica que inverteu muitos dos valores pagãos. Os chifres, por exemplo, que representavam a fertilidade, coragem e todos os atributos positivos da energia masculina, foram usados para personificar a imagem do Diabo.



Se fôssemos descrever essa época infame, em que milhões de pessoas, em sua maioria mulheres, foram perseguidas, torturadas e assassinadas pela Inquisição, com certeza,escreveríamos um livro com milhares de páginas. Muitas das vítimas da Inquisição



não eram Bruxas, e sim, pessoas com problemas de saúde, doenças mentais, deficiências físicas ou somente o alvo da suspeita e inveja do povo. Também era comum acusar pessoas para tomar seus bens, pois esses eram divididos entre os inquisidores. Durante o tempo das fogueiras, muitos dos conhecimentos passaram a ser transmitidos oralmente, por medida de segurança, e, assim, muito se perdeu. Por isso, não é correto dizer que a Wicca de hoje é a mesma de séculos atrás. No presente, um grupo de pessoas abnegadas e corajosas está redescobrindo e recriando a Nova Bruxaria ou Neo Paganismo, como também é conhecido.



O CALENDARIO PAGÃO

No passado, quando as pessoas vivam em conjunto com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares tinham um profundo impacto em cerimônias religiosas. A lua era vista como um símbolo divino, por isso as cerimônias de adoração, magias e celebrações eram feitas sob sua luz. A chegada do inverno, as primeiras atividades da primavera, o quente verão e a entrada do outono também eram marcados por rituais. Na tradição da Wicca ( nome alternativo para a bruxaria moderna) o calendário religioso possui treze celebrações de lua cheia e oito dias de poder (Sabbaths). Quatro desses dias são determinados pelos solstícios e equinócios, que são o início astronômico das estações. Os outros quatros rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos.



Muitas datas das comemorações pagãs coincidem com as das cristãs. Entretanto, o paganismo é muito anterior ao cristianismo; ou seja, foram os cristãos que incorporaram elementos da cultura pagã e adequaram-nos às suas tradições, depois perseguindo e condenando os praticantes de rituais pagãos, exterminando, quase que completamente, sua cultura.



YULE

21 de Junho(hemisfério sul) / 21 de Dezembro(hemisfério norte)



Esse é o solstício de inverno, a noite mais longa do ano.É desta data antiga que se originou o Natal cristão. Nesta época, a Deusa dá à luz o deus, que é reverenciado como criança prometida. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. No hemisfério norte o Yule é comemorado na mesma época do Natal e tem significado muito parecido com o feriado cristão: o nascimento do Deus menino, filho de um Deus maior, aquele que trará a esperança à Terra. O hábito de trazer pinheiros para dentro de casa é um hábito totalmente pagão. O pinheiro, azevinho e outros são árvores cujas folhas são perenes e estão sempre verdes, simbolizando a continuação da vida. As árvores eram sagradas e os meses do ano tinham nomes de árvores.Os sinos são símbolos femininos de fertilidade, e anunciam os espíritos que possam estar presentes.



IMBOLC ou CANDLEMAS

01 de Agosto(hem. sul) / 01 de Fevereiro(hem. norte)



Este Sabbath é dedicado à Deusa Brigit, senhora da poesia, da inspiração, da cura, da escrita, da metalurgia, das artes marciais e do fogo. O Deus está crescendo e se tornando mais forte, para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família. Devemos mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, da coragem, da ousadia e da juventude. Esse é o também chamado Festival das Luzes, em que se acendem velas por toda a casa, mais especialmente nas janelas, para anunciar a vinda do sol e mostrar ao menino Deus seu caminho.



OSTARA

21 de Setembro(hem. sul) / 21 de Março(hem. norte)



Este é o equinócio da primavera, onde a duração do dia e a noite se fazem iguais, é portanto uma data de equilíbrio e reflexão. Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, senhora da fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Os ovos eram decorados com símbolos mágicos e os pedidos eram voltados à "fertilidade" em todas as áreas.



BELTANE - A FOGUEIRA DE BELENOS

01 de Novembro(hem. sul) / 01 de Maio(hem. norte)



Beltane é o mais alegre e festivo de todos os Sabbaths. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada "Rainha de Maio". Em Beltane se comemora esse amor que deu origem a todas as coisas do universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na Primavera. Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos entre as fogueiras com a mesma finalidade. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas. Uma das mais belas tradições de Beltane é o MAYPOLE, ou MASTRO DE FITAS. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-os sob a proteção dos Deuses. É costume na Wicca jamais se casar em Maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.



MIDSUMMER - LITHA

21 de Dezembro(hem. sul) / 21 de Junho(hem. norte)



Nesse dia o Sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano (solstício de verão). O deus chega ao ponto máximo de seu poder. Na noite de Midsummer, fadas, duendes e toda a sorte dos elementais correm pela Terra, celebrando o fervor da vida. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Nos tempos antigos, a data era comemorada com jogos e festivais, onde o corpo e o físico eram reverenciados.



LAMAS - LUGHNASADH

01 de fevereiro(hem. sul) / 01 de Agosto(hem. norte)



Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. Na Mitologia Celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, que exigiam sacrifícios humanos do povo. A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os Deuses, que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer a tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução. O outro nome do Sabbath é Lammas, que significa "A Massa de Lugh". Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos.



MABON

21 de Março(hem. sul) / 21 de Setembro(hem. norte)



Este é o equinócio de outono. No Panteão Celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Esta é a segunda colheita do ano. Este é o Festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas que precisam de nossa ajuda e conforto. Também é nesse festival que homenageamos as nossas antepassadas femininas.



SAMHAIN - HALLOWEEN

30 de Abril(hem. sul) / 31 de Outubro(hem. norte)



Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite do Samhain é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces, além de muitas brincadeiras, danças e músicas. Antigamente, as pessoas colocavam abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "Sem Luz", pois, nessa noite, o Deus morreu e o mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe, para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa.



O PAGANISMO GRECO-ROMANO : A GÊNESE DE UMA RELIGIÃO

O Paganismo greco-romano, que imperou soberanamente em todo o vasto Império Romano até a ascensão do cristianismo como religião universal do ocidente, é fruto de uma historicidade milenária, onde diversas tendências se mesclaram no decorrer do tempo para formar o riquíssimo patrimônio cultural da mitologia greco-romana que vigorava já nos tempos do nascimento de Jesus Cristo, fundador do cristianismo.



Parte dessa rede mitológica tem sua origem na Grécia, onde a religião foi resultado do encontro de duas civilizações diferentes: a mediterrânea oriental e a indo-européia. A primeira era dona de uma tradição agrícola e matriarcal enquanto que a segunda trazia em seu bojo uma tradição pastoril e patriarcal. O encontro dessas duas diferentes tradições em solo grego fez surgir a civilização grega, bem como sua característica religião, reunindo mitos das mais diversas origens, desde o Zeus patriarcal até a Deméter matriarcal e agrícola. A própria organização do Olimpo - morada das diversas divindades cultuadas - traduziu esse mundo concreto da Polis grega, legado cultural e histórico dos povos que, um dia, se encontraram na península grega.



Outra parte da complexa rede mitológica do paganismo greco-romano teve sua origem na Itália primitiva, entre os latinos, e consistia no culto doméstico prestado aos espíritos protetores familiares. Como todos os povos de origem indo-europeu, os romanos também cultuavam a um deus supremo, Júpiter, senhor do céu, ao lado das divindades menores que encarnavam as forças da natureza, tais como a chuva, a fertilidade, etc... Essas divindades eram espíritos - numina - sem representações físicas. O contato com as civilizações gregas e etruscas é que vai influenciar os romanos a criarem uma religião com inspirações nacionais. Essa religião oficial surgirá após um longo processo de incubação lá pelos idos do século III a.C. A introdução em solo romano dessas religiões "importadas" irá criar um campo vasto de possibilidades de mescla entre as divindades primitivas romanas - Jano, Vesta, Penates, Gênios e Lares - e as divindades estrangeiras - Zeus, Hera, Deméter, Ares, Atena, etc... - gerando assim personagens que tomarão nomes romanizados para o agrado da sociedade.



A religião primitiva dos romanos permitia o culto aos espíritos dos mortos - os Di Manes - durante as festividades das Lemurias, em maio. Esses cultos pretendiam aplacar os espíritos para evitar que eles atormentassem os vivos. Também durante as Parentalias, em fevereiro, os espíritos familiares eram cultuados com ofertas de alimentos ( leite, mel, azeite, etc...) em um banquete familiar onde os vivos se reuniam à memória dos mortos para festejarem juntos as dádivas familiares.



Com as conquistas militares de Roma e a expansão do Império a religião sofreu um crescimento pelo abarcamento de cultos provindos das mais diferentes regiões geográficas conquistadas, desde a Europa, até a Ásia e a África. As divindades primitivas se confundiram com os deuses gregos e os mitos se fundiram para criar o Panteão dos deuses do Capitólio romano. Com todo esse processo nasceu o paganismo greco-romano. Nessa religião oficial o culto ao Gênio do imperador tornou-se o culto à própria organização estatal romana, vasta e poderosa como um verdadeiro deus.



O PAGANISMO HOJE

"Para aqueles que trilham os caminhos dos antepassados, abençoados pela Terra e o Céu, a Lua e o Sol".



O Paganismo é um dos movimentos espirituais que mais cresce no ocidente hoje em dia. Pagãos são aqueles que veneram os deuses pré-Cristãos de nossos ancestrais ou de nossa terra. Originalmente, a palavra "pagão" é aplicada àqueles que veneravam os deuses do "pagus", que em latim significa "localidade". Pagão também é utilizado de outra forma pelos Cristãos para significar "camponês", ou aqueles que vivem no campo. Outro termo de origem alemã utilizado no inglês, "heathen", também significa Pagão, ou aqueles que veneram os deuses do norte da Europa. "Heathen" significa aqueles que moram nas charnecas e que adoram os deuses da sua terra.



"Paganismo" não é uma palavra que nossos ancestrais utilizaram, mas muitas vezes é utilizado de forma pejorativa. Por outro lado, os Pagãos às vezes a rejeitam considerando-a como uma forma pejorativa de colonialismo ocidental as suas crenças tradicionais. Na África Ocidental, referem-se as suas crenças como Religião Tradicional Africana. No Ocidente, os termos Espiritualidade Nativa, Espiritualidade Celta, Religião Tradicional da Europa, Antiga Fé, ou Velha Religião também são utilizadas para denominar as religiões pagãs.



OS PAGÃOS HOJE

Venerar as antigas divindades pode parecer estranho nos dias de hoje. Por que os Pagãos veneram essas antigas e empoeiradas imagens? Nós veneramos nossos deuses porque eles não são artefatos arqueológicos, mas sim energias vivas de grande poder. Eles superam qualquer imagem externa de suas estátuas retiradas de templos antigos que agora estão em museus ao redor do mundo. O mais importante é que sobrevivem na memória humana, no inconsciente coletivo, onde armazenamos nosso conhecimento religioso e experiências.



As crenças pagãs são baseadas em ensinamentos, mitos e sagas que sobreviveram através de centenas de anos. O Paganismo nunca morreu. Apesar de nossas antigas crenças pagãs terem sido vistas apenas como mitos ou contos de fadas, as histórias que ouvíamos de nossos pais ou na escola, pareciam não ter importância. No entanto, o fato de considerarmos e repassarmos esses mitos, mostra que eles tinham importância sim! De geração em geração, esses mitos e lendas têm sido passados de boca em boca. Eles foram cantados pelos Gregos nas águas do Mar Egeu, pelos bardos Nórdicos, pelos bardos Irlandeses... tanto que eles podiam penetrar campos de batalha sem serem atingidos, pois eram imunes a qualquer violência ou impunidade.



Os mitos têm sobrevivido porque falam conosco na linguagem da noite, dos sonhos, através de simbolismos e alegorias. Eles incitam a mente consciente porque não os compreendemos totalmente; bem sabemos que através de seus simbolismos existem verdades imortais. São como grãos de areia dentro de uma concha de ostra. Nossas mentes sempre operam através deles, muito mais que nossa consciência possa imaginar. Eles persistem e retornam quando lembramos de histórias há muito esquecidas. Eles são relembrados em filmes de fantasia ou de ficção científica que vendem aos milhões ao redor do mundo. E, como o grão de areia em uma ostra, às vezes produzem pérolas de grande valor – a pérola do conhecimento.



Mitos são importantes porque neles está contida a sabedoria espiritual, não de um indivíduo, mas de muitas pessoas em um longo período do tempo. Eles não são as revelações religiosas de um determinado homem que os fez e refez até torná-los distantes de sua forma original perdendo toda sua verdadeira essência. Eles são os sonhos vívidos dos deuses que ainda respiram, enviados para mostrar nosso verdadeiro destino, o qual seria viver mais uma vez em unidade e harmonia com as forças divinas dos Céus e da Terra.



A religião pagã está a nossa volta – na paisagem moldada por gerações, nos montes sagrados ou círculos de pedras, lugares onde gerações e gerações vieram honrar e venerar os deuses de seu povo e de sua terra. É uma religião que se preserva através de suas músicas folclóricas, das suas danças em cada troca de estação. Nós fazemos nossas bonecas de palha de milho, brincamos com as maçãs no Halloween , nem sempre lembrando que estes são os remanescentes de nossos ancestrais Celtas, Germânicos e de outras tribos que delinearam as heranças do Ocidente.



Assim como entramos em um novo milênio, nós estamos presenciando um renascimento das antigas tradições espirituais. Os antigos Deuses e Deusas adormeceram por um período, mas agora estão despertando. O Paganismo é mais uma vez praticado em toda Europa, América, Austrália, Nova Zelândia... É a religião oficial da Islândia! Essas tradições não são unicamente praticadas na Europa. Pessoas no mundo inteiro estão rejeitando novas religiões e estão retornando ao conhecimento de nossos ancestrais.



Alguns Pagãos veneram os deuses de seus ancestrais, ou do lugar onde vivem. Também podemos estranhamente estar ligados à deidades que não fazem parte de nossa terra ou de nossa herança racial. Muitas pessoas no mundo veneram deidades egípcias, por exemplo. Muitos Pagãos veneram divindades de diversas religiões, de diferentes tradições. Eles podem adorar a Grande Mãe, observando as diferentes formas nas quais essa divindade é venerada em vários lugares do mundo. Outros podem venerar Odin ou Cernunnos.



Alguns adoradores dos deuses pagão definem-se simplesmente como Pagãos, ou adoradores da Deusa, ou membros da Velha Religião. Outros seguem tradições particulares dentro do próprio Paganismo. Um dos mais conhecidos é o Druidismo. Os Druidas eram os sacerdotes dos Celtas, também eram grandes poetas e curadores. Existem muitos grupos que estudam as habilidades do Druidismo e veneram seus deuses. Outros autodenominam-se Odinistas, seguidores de Odin, ou Asatru, seguidores dos grandes deuses do norte da Europa no qual sobressai-se Odin. Outros colocam-se como seguidores da Arte, ou Bruxaria (Witchcraft ou Wisecraft). Não a Bruxaria que, dizem, segue as forças negras ou de adoração ao Diabo, mas sim a verdadeira arte dos sábios daquele povo. Este é um caminho abençoado de cura que venera os deuses, que pratica magia, artes de cura, de autoconhecimento e de Visão – as habilidades psíquicas inerentes a todos nós tem sido suprimidas nesses últimos séculos.



Alguns denominam-se Wiccanianos, uma forma de Arte que venera a Grande Deusa e seu consorte, o Deus com Chifres. Mas também inspira-se nos mistérios da religião do antigo mundo que ensinou aos nossos ancestrais o caminho para o autoconhecimento e para a sabedoria dos deuses.



Alguns Pagãos praticam os mistérios dos antigos Gregos, ou Romanos. Na América do Norte muitos buscam inspiração na espiritualidade de ancestrais nativos, talvez simplesmente porque sintam necessidade de resgatar sua herança porque acreditam que a espiritualidade está enraizada na herança de sua terra, ou da terra para o qual imigraram.



Mesmo que a forma de veneração dos antigos deuses seja diversificada, isso é o suficiente para que sintam-se integrantes de um movimento espiritual que está em evolução, o Paganismo.





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