24/10/06 - 22h:20mDenunciar



(...) A alegoria marca a entrada da sensibilidade no singular, prolifera apelos de sentido e os atomiza. Entrada no singular, mas não no individual. "Polimorfo, o algórico não se organiza mais ao redor do olho humano, ele escapa à subjetividade segura de si mesma, desantropormofiza o mundo - onde o homem divino não é mais medida", e, no presente nem mais simplesmente o homem reificado, como se enfatiza muito em relação ao século XIX. Homem hamletiano, na medidda em que "sua angústia é alegórica pela dúvida acerca do lugar do sujeito no mundo. Sua melancolia é hesitação frente à ordem das vigências, contestação das hierarquias, resistência aos imperativos anunciados pelo realismo político". O ser ou não ser anula o sujeito como centro, multiplicam-se máscaras sem corpo nem alma. "Não sou Hamlet. Não represento mais nenhum papel. Minhas palavras já não me dizem mais nada. Os meus pensamentos sugam os sangues das imagens. Meu drama não se realiza mais. Atrás de mim monta-se a cena. Por pessoa às quais ele nada importa. A mim ele também já não interessa". Hamlet retorna como "o trágico do acaso" e não como percursor de Fauto, herói maior da modernidade, dilacerado entre o saber e a vida.



"Nós os Mortos- Melancolia & Neo-Barroco" - Denilson Lopes

Comentários (2)

jusmith
1. jusmith 25/10/06 1:13

Que saudade de vc!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
! Amiga, vc vai no show do New Order??? Como está o lance de ingresso????
bjo!!!! Te adoro muito!!!!!!!

rednewvideomaker
2. rednewvideomaker 25/10/06 11:22

Tão singular como o Nó... "Eu quero ser uma canção de uma nota só Eu quero ser uma veia com um nó."(ANARKAOS)
ABRAÇO! AMIGA!

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