CHEIROS DE ONTEM


CHEIROS DE ONTEM

O retrato amarelado
já não me mostra mais.
Se desfaz entre as letras
do passado empoeirado.

Na parede descascada,
sorrisos que nem reconheço.
Molduras de dourado envelhecido
atestam lembranças de dias felizes.

Pela fresta da janela,
observo o canteiro de margaridas
perdido entre os verdes do quintal,
abandonado pelo tempo que se foi.

Assopro a poeira dos meus sonhos
e eis-me correndo feliz pelo jardim,
tentando pegar a borboleta azul
que em alegres volteios, sorri para mim.

E a chuva chega de mansinho
sem nem ao menos avisar,
afugentando o passarinho
que estava feliz a cantar.

E na enxurrada que logo se faz,
soltando meus barquinhos de papel
(lá se vão eles... para bem longe)
levando consigo os sonhos de eu-menina.

- Às vezes o dia, tem cheiros de ontem!

® Verluci Almeida
30/07/2010

Direitos Autorais protegidos
pela Lei 9.610 de 19/02/98.



CHEIROS DE ONTEM

O retrato amarelado
já não me mostra mais.
Se desfaz entre as letras
do passado empoeirado.
Na parede descascada,
sorrisos que nem reconheço.
Molduras de dourado envelhecido
atestam lembranças de dias felizes.

Pela fresta da janela,
observo o canteiro de margaridas
perdido entre os verdes do quintal,
abandonado pelo tempo que se foi.
Assopro a poeira dos meus sonhos
e eis-me correndo feliz pelo jardim,
tentando pegar a borboleta azul
que em alegres volteios, sorri para mim.

E a chuva chega de mansinho
sem nem ao menos avisar,
afugentando o passarinho
que estava feliz a cantar.
E na enxurrada que logo se faz,
soltando meus barquinhos de papel
(lá se vão eles... para bem longe!)
levando consigo os sonhos de eu-menina.

- Às vezes o dia, tem cheiros de ontem!

® Verluci Almeida
30/07/2010

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