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Biografia da pitty

por xxpittynaveiaxx em 12/09/06 - 22h:35m

Priscila Novaes Leone nasceu em Salvador, capital da Bahia, no dia 7 de outubro de 1977, filha do comerciante Luiz e da dona de casa Tina. Seu pai, músico e dono de bar, era um verdadeiro seresteiro. Priscila ouvia em casa o som de Raul Seixas, Elis Regina, Rita Lee, Beatles e até Roberto Carlos. Aos 7 anos, junto com seu pai, Pitica (apelido dado devido ao seu tamanho) foi a um programa de calouros-mirins, o Tiairu, em Salvador, onde cantou “Menino do Rio”, canção de Caetano Veloso. Se mudou para Porto Seguro aos 10 anos e lá começou a sua paixão pelo rock, ao som de Faith No More, Nirvana e Metallica.

Este seu gosto pelo rock, na adolescência, levou-a a questionar a conduta das garotas de sua idade, sempre "certinhas", usando e buscando consumir a moda e as grifes... O velho Rock'n Roll trouxe-lhe a contestação à "mesmice" consumista.
“Aquela música casou com o meu estilo de espírito na época. Eu estudava em escola particular e não tinha luxo em casa. Via as meninas com roupas de grife e não entendia como a imagem poderia ser algo tão importante. Isso me levou a me questionar e me convencer de que o melhor era ser eu mesma”.

Voltando para Salvador, aos 14 anos, Pitty começa a conviver com o rock underground baiano, aos 15 fazendo sua primeira tatuagem. Aos 17 anos conhecia o guitarrista do Inkoma, Pedro: “Velho, vamos juntar nossos negocinhos aí, a menina que você quer pra sua banda sou eu, vamos fazer...” A partir daí, Pitty integra a banda de hardcore Inkoma com um som ainda sem maturidade, mas pioneiro por conquistar espaço num meio predominante de axé. Em 1996 a história se fortificou com a primeira fita demo da banda, "Pilha Pura", com mais de 1500 cópias vendidas.

Em 1997, ainda no Inkoma, Pitty e suas amigas resolvem montar uma banda, o quarteto feminino “Shes”, onde Pitty tocava bateria, mas a banda que não tinha tantas pretensões acabou em 1999, com a coletânea “Up the Grrr!” no histórico.

Mesmo tendo o rock tão presente em sua vida, Pitty não tirava dele o seu sustento. Trabalhou como garçonete, vendedora de loja e chegou a perder alguns empregos por conta de seu visual, ela falava: “Velho, foda-se, vou passar fome mesmo...” Nessa época, Pitty se revezava da casa de Duda, seu namorado, e da casa da sua mãe. Em 2001, aos 23 anos, o Inkoma acaba com um único CD na bagagem, o “Influir”.

Após isso, resolveu cursar Música na Universidade Federal da Bahia e continuou compondo. Pitty foi procurada pelo produtor musical Rafael Ramos, que era dono do selo que lançara o Inkoma. Tinha início, assim, uma carreira musical de sucesso, que iria lançar novas brisas no cenário do Rock brasileiro.

No fim de 2002, Pitty vai com suas malas para o Rio de Janeiro, gravar seu primeiro álbum “solo”, “Admirável Chip Novo”. Chega a hora de convocar a banda, faltavam ainda um guitarrista e um baixista para a gravação, já que o baterista já era certo: Duda. É aí que Pitty convoca Dunga para o baixo e Peu para a guitarra. Logo após a gravação do disco, começa a rolar divulgação, com Joe (ex “The Dead Billies”) no baixo e revezamentos de Peu e Luciano Granja na guitarra.

Em março de 2003, é lançado o primeiro videoclipe da banda, “Máscara” que foi o estopim para o sucesso. O álbum foi lançado logo depois, em maio. A música foi sucesso nas rádios, o que levou a um novo videoclipe “Admirável Chip Novo”, canção que dá nome ao álbum. O resultado foi o mesmo de Máscara e o clipe não saía das paradas da MTV.

Músicas inspiradas em livros, filmes e filosofias, era o que chamava mais atenção no som. Uma novidade na cena do rock brasileiro da época, onde a maioria das bandas estavam interessadas em falar de amor, azaração, verão e skate. As letras não traziam regras e normas a serem estabelecidas e sim questionamentos aos mesmos.
Nessa época, Pitty já havia se mudado para São Paulo, com Joe e Duda, num flat próximo à Rua Augusta. E Peu se tornou o único guitarrista da banda, morando no mesmo prédio com sua esposa e sua filha.

No começo de 2004, Pitty participou pela primeira vez de uma trilha sonora, ou melhor, duas. “Teto de Vidro” começava a tocar em “Malhação”, virou sucesso entre os jovens e acabou se tornando um novo videoclipe. “Temporal” foi para a trilha de “Da cor do Pecado”, mas obteve menos repercussão. Logo mais tarde “O Lobo” participaria da trilha sonora de “Metamorphoses”, mas não se tornou um single e nem virou clipe. Pois uma nova música já estava tocando nas rádios: “Equalize”. A balada virou um mega sucesso que marcou o ano de 2004 e colheu bons frutos como: prêmios de revelação nacional e a super premiação no Vídeo Music Brasil da MTV.

No fim do ano, Pitty ainda participou do disco Ao Vivo da roqueira Rita Lee, que batizou Pitty como sua filha. Participou de um tributo a Raul Seixas cantando “Eu sou Egoísta”. Gravou uma música inédita “Suas Armas” para a trilha sonora do filme de Jorge Furtado, “Meu Tio Matou um Cara”. Em maio de 2004, Pitty havia participado também do CD Acústico da banda Ira!, que rendeu o sucesso de “Eu Quero Sempre Mais” para o ano de 2005. Ainda em novembro de 2004, Pitty lança “Semana Que Vem”, o último clipe e “single” do disco “Admirável Chip Novo”, que já havia passado das 250 mil cópias vendidas.

No começo de 2005, a banda “Pitty” (que agora tem Martin na guitarra, Peu havia saído para tocar projetos pessoais e formar a banda “Trêmula”) se tranca no estúdio para a gravação de um novo álbum. Mas enquanto o álbum era preparado, em junho de 2005, Pitty era vencedora da categoria de melhor cantora e melhor clipe (“Semana que vem”) no Prêmio Multishow de Música Brasileira.
Nesse meio tempo, Pitty (agora solteira) vai morar sozinha em um apartamento em São Paulo. Duda resolve fazer o mesmo. Joe e Martin continuam morando no antigo apartamento.

No dia 10 de agosto de 2005 é lançado o segundo álbum da banda, “Anacrônico”, que dava nome ao primeiro “single” e clipe. Antes de lançar sua turnê no Rio de Janeiro em outubro a banda já havia arrecadado o disco de ouro (50 mil cópias) e Pitty ganha o prêmio de “ídolo do ano”, além de outros prêmios no VMB 2005 da MTV.
No fim do ano, Pitty lança Memórias, segundo “single” de “Anacrônico”. O clipe é lançado no programa de entretenimento da TV Globo, “Fantástico”. A música vira uma das mais tocadas nas rádios pop/rock durante o verão brasileiro de 2006 e o clipe um dos mais pedidos na MTV e no Multishow. Em maio desse ano, a banda ganha o prêmio de melhor clipe, “Memórias”, no Prêmio Multishow de Musica Brasileira, com direito a agradecimentos emocionados dos diretores Ricardo Spencer e Alexandre Guena.

No mesmo mês a banda vai para a Europa, fazer seu primeiro show fora do Brasil no Rock in Rio Lisboa. Abrem o segundo dia do festival, onde Guns’n Roses fecharia. Tudo corre normal, com grandes aplausos. De Portugal eles saem com data marcada pra voltar e mais uma porção de fãs conquistados.

Ainda no mês de maio começa a tocar o novo “single” nas rádios, “Déjà Vu”. Balada rock que agrada a um bom público, mas não agrada a grande massa POP. Mesmo assim se torna uma das músicas mais tocadas do país. O clipe lançado um mês depois, é diferente tanto quanto “Equalize”, a balada mais famosa da banda.

Com tanto sucessos no bolso e milhares de fãs no país e fora dele, dá a impressão que 3 anos de estrada se multiplicam por 10. Pitty ainda desconhece a responsabilidade do sucesso e sua presença no Rock brasuca. Sem tempo para respirar, o que interessa a ela é sair tocando por aí, não importando se o público é para 100 ou 100.000 pessoas. Já que sua filosofia se resume em “Man, é tudo Calypso” (boteco onde começou a tocar onde a lotação máxima é de 50 pessoas). Com letras reflexivas e questionadoras, assim são apresentadas as composições que fazem total sentido para nós, fãs da baianinha Pitty.




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